segunda-feira, janeiro 14, 2008

Jorge Palma - Agenda de concertos 2008 (actualização)

Teatro Micaelense, Ponta Delgada - 16 de Fevereiro (com Vicente Palma)

Odemira - 25 de Abril (com Os Demitidos)

Fórum Cultural, Alcochete - 26 de Abril (com Vicente Palma)

Ovibeja, Beja - 30 de Abril (com Os Demitidos)

Estremoz - 3 de Maio (com Os Demitidos)

S. Braz de Alportel - 16 de Maio (com Os Demitidos)

Angra do Heroísmo - 21 de Junho (com Os Demitidos)

Ilha das Flores - 22 de Junho (com Os Demitidos)

Benavente - 3 de Agosto (com Os Demitidos)

Mogadouro - 29 de Agosto (com Os Demitidos)

Feira de S. Mateus, Viseu - 6 de Setembro (com Os Demitidos)

Régua - 9 de Setembro (com Os Demitidos)



O concerto previsto para 23 de Fevereiro, no Teatro Académico Gil Vicente em Coimbra, não se irá realizar, mantendo-se válidas todas as outras datas anteriormente anunciadas.

domingo, janeiro 13, 2008

Casino da Figueira da Foz









Um concerto fabuloso... em que senti uma "pontinha" de orgulho por fazer estrada (também) atrás do Mestre!
Obrigado Mestre! "Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar"

Nanda

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Jorge Palma no Jornal de Notícias

A revista Viva +, desta sexta feira tem como capa Jorge Palma. No interior pode-se ler uma entrevista em que o músico aborda o seu percurso e lança os seus objectivos para 2008.

Jorge Palma junta-se ao movimento UPA

O movimento UPA pretende combater a discriminação dos doentes mentais. E os Artistas portugueses vão gravar 10 duetos alusivos ao tema.
Xutos & Pontapés, JP Simões, GNR, The Gift, Da Weasel, Mariza, Clã e Jorge Palma são alguns dos artistas que aceitaram participar no Movimento UPA.
A partir de Janeiro, e ao ritmo de uma música por mês, serão dadas a conhecer várias canções gravadas em dueto pelos músicos.

Jorge Palma fará dupla com os Clã.

O projecto, em cuja concepção participou Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, terá direcção artística e produção de Nuno Rafael (Humanos, Sérgio Godinho).
Cada um dos temas a gravar tem por inspiração duas palavras (e realidades) antagónicas. As músicas estarão disponíveis no site da Encontrar-se - Associação de Apoio às Pessoas com Perturbação Mental Grave.

Aqui fica o alinhamento previsto:

Janeiro - Xutos & Pontapés + Oioai (discriminar/integrar)
Fevereiro - Rodrigo Leão + JP Simões (negar/assumir)
Março - Camané + Dead Combo (separação/união)
Abril - GNR + The Gift (medo/compreensão)
Maio - Sérgio Godinho + artista por confirmar (culpa/tolerância)
Junho - José Mário Branco + Mão Morta (vergonha/aceitação)
Julho - Da Weasel + artista a confirmar (dependência/autonomia)
Agosto - Paulo Gonzo + Balla (ofender/respeitar)
Setembro - Mariza + Boss AC (desespero/esperança)
Outubro - Jorge Palma + Clã (solidão/fraternidade)

in
Blitz

quinta-feira, janeiro 10, 2008

'Té Já- 30 anos

Ainda Há Estrelas No Teu Olhar (II)

Possas tu sempre ser
Um Homem Novo, sem preconceitos
Possas saber amar
Ver no espelho os teus próprios defeitos

Possas tu ter os ombros fortes
Para aguentar o peso da liberdade
E o coração de leão
Para não teres medo de encarar a verdade

Deixa-as viver, meu irmão...
Fá-las brilhar, meu irmão...
Ainda há estrelas no teu olhar


O
Blogue Palmaniaco encerra assim o ciclo de Letras do Álbum 'Té Já, sem poder deixar de referir que este álbum contempla um tema instrumental, " O amigo das plumas coloridas".


segunda-feira, janeiro 07, 2008

'Té Já- 30 anos

Há Sempre Alguém

A chuva varre as janelas do teu apartamento
A minha bagagem repousa ao abrigo do vento
E eu nem preciso de olhar para ti
Para saber o que esperas de mim
Tu queres-me fazer cumprir
Coisas que eu não prometi

Tu também sentes na pele o sopro da mudança
Mas ficas sentada na sala à espera da esperança
Aprendemos juntos a enfrentar o frio
Embarcámos juntos no mesmo avião
E agora tu queres parar...
Dormir na margem do rio

Mas, basta-me saber que há sempre alguém a lutar contra a corrente
Para me apetecer saltar
Ir nadar ao lado dele
Derretendo com o olhar
Todos os muros de gelo
E não consigo descansar
Enquanto não alcanço uma nova nascente

Dizes que não suportas ver-te sozinha ao relento
Mas tudo o que fazes é soltar o teu longo lamento
E eu vou para o meio da multidão
Não levo a virtude nem a salvação
Mas levo o meu calor
E uma guitarra na mão

E basta-me saber que há sempre alguém a lutar contra a corrente
Para me apetecer saltar
Ir nadar ao lado dele
Derretendo com o olhar
Todos os muros de gelo
E não consigo descansar
Enquanto não alcanço uma nova nascente

E quando te voltar a apetecer seguir em frente
Se me quiseres acompanhar
Canta uma canção de amor
Pinta os olhos cor de mar...
Põe no teu peito uma flor
Traz um amigo qualquer e vamos juntos abraçar o sol nascente

domingo, janeiro 06, 2008

'Té Já- 30 anos

Meio-Dia

Meio-dia...
Tudo continua igual nesta cidade
Onde tentam fazer de mim, o que eu não quero ser, não, não
E onde há sempre alguém que diz "agora é que vai ser...",
E o relógio diz meio-dia...
Como vai ser bom voltar às montanhas donde vim
Poder nascer de novo em plena liberdade
Onde há sempre alguém que diz "anda cantar..."

Cada dia mais distante
O meu irmão partiu
Cada dia mais ausente
A minha irmã ficou

Eu sei que um dia acabamos por nos reencontrar
Nalguma esquina sem luz, onde se queimem ilusões
Eu sei que um dia acabamos por nos cruzar
E dizer de novo... adeus

Cada dia mais distante
O meu irmão partiu
Cada dia mais ausente
A minha irmã ficou

Eu sei que um dia acabamos por nos reencontrar
Nalguma esquina sem luz, onde se queimem ilusões
Eu sei que um dia acabamos por nos cruzar
E dizer de novo ......'TÉ JÁ!...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

'Té Já- 30 anos

A Bem da Nossa Civilização

Quando há pouco te ouvi conversar
Foi um prisioneiro em quem o carcereiro pode confiar
Quem eu ouvi falar

Mas os pontapés que vais evitando
Não se perdem, não, e é o teu irmão quem os vai apanhar
Desculpa estar-te a lembrar...

As coisas podem nunca parecer o que elas são
E é por isso que tu vais engolindo toda a droga que eles te dão
E se um dia fazes ondas de mais, tiram-te a ração...
A bem da nossa civilização!

Quando alguém tenta convencer-te
Que o dever é agir conforme o que ele decidir, ele não te está a ajudar
Ele só te está a usar...

A confusão aumenta em teu redor
E não te deixa abrir, não te deixa sentir que só tu podes saber
O que tens a fazer

As coisas podem nunca parecer o que elas são
E é por isso que tu vais engolindo toda a droga que eles te dão
E se um dia fazes ondas de mais, tiram-te a ração...
A bem da nossa civilização!

As coisas podem nunca parecer o que elas são
E é por isso que tu vais engolindo toda a droga que eles te dão
E se um dia fazes ondas de mais, tiram-te a ração...
A bem da nossa civilização!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

'Té Já- 30 anos

O Bairro do Amor

No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém.
O bairro do amor foi feito a lápis de côr
Por gente que sofreu por não ter ninguém.

No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?


Eh pá , deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão.
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair um pouco
Eu sei que tu compreendes bem.

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar.
No bairro do amor o Sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há hotéis, nem hospitais.
No bairro do amor cada um tem que tratar
Das suas nódoas negras sentimentais.

Eh pá , deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão.
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair um pouco
Eu sei que tu compreendes bem.

Bairro do Amor: Entre o Guincho e a Parede, antes do primeiro, depois da segunda. Estás a compreender?"
Jorge Palma (no livrete do álbum Palma's Gang - Ao Vivo no Johnny Guitar)

terça-feira, janeiro 01, 2008

'Té Já- 30 anos

Quando A Gente Lá Chegar

Trocaram o primeiro olhar numa manhã de Verão,
Quando a cidade se agitava em plena confusão.
Ela sorriu, ele sorriu e tudo foi tão natural
Que eles não perderam mais tempo e arrancaram em direcção ao Sol.

Ah! Quando a gente lá chegar
A coisa vai ter outra dimensão.
Ah! Quando a gente lá chegar
A coisa vai ter outra dimensão.

Treparam por degraus de espuma e mergulharam na luz.
Gotas de orvalho vieram brincar sobre os dois corpos nus.
O tempo parou, a guerra acabou e o Mundo era um grande jardim
Onde se ouvia uma estranha sinfonia sem princípio nem fim.

Ah! Quando a gente lá chegar
A coisa vai ter outra dimensão.
Ah! Quando a gente lá chegar
A coisa vai ter outra dimensão.

A pouco e pouco a terra voltou de novo a girar
E o tic-tac do relógio não tardou a soar.
Ela sorriu, ele sorriu e tudo foi tão natural
Que eles nem disseram adeus quando a noite chegou para os separar.