segunda-feira, dezembro 15, 2008

Jorge Palma na Fnac Colombo

No próximo sábado, dia 20 de Dezembro, pelas 17 horas, Jorge Palma apresentar-se-á a solo na Fnac Colombo.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Maxime 2008 - Uma apresentação (in)formal

Pode muito bem dizer-se que a noite de ontem correu ao ritmo de Jorge Palma.
10 de Dezembro de 2008, Cabaret Maxime, começa o espaço a encher lentamente com o aproximar das previstas 19 horas. Bar aberto, num espaço agradável, de tons avermelhados ou não fosse o Cabaret Maxime um cabaret.
Quando já estava toda a gente, eis que chega Jorge Palma, de semblante descontraído e feliz.
Não fosse a actividade, uma apresentação formal, de uma biografia oficial poderia dizer-se que éramos todos convidados de uma festa dada pelo próprio. A falta de uma mesa com flores ao centro e copos de água, era,por si só factor indicativo que o padrão da actividade não seria propriamente o regular.
Com as pessoas já sentadas nas mesas que davam para um palco que apenas continha um microfone em cima de um suporte, Jorge Palma ia passeando pela sala, ao som de "Essa Miúda", falando com os seus amigos e acedendo a todos os pedidos de autógrafos. Pois é, a sessão de autógrafos foi antes da apresentação poderá dizer-se.
A naturalidade do desenrolar dos momentos tornou "aquilo" interessante e descontraído, como o protagonista desta e de outras histórias. Às tantas alguém perguntava pelo Jorge Palma e ao encontrá-lo disse-lhe:" Vem alí ao palco com o Pedro (Pedro Teixeira, o jornalista escritor desta obra) só dizer qualquer coisinha, só dois minutos" ... -"Sim, sim é já, tenho só que ir alí falar com aquele senhor que já está à espera há tempo".

Discursou, o jornalista, explicando a aventura que foi fazer esta obra,contando peripécias e desencontros e acima de tudo frisando o imenso prazer que teve em fazê-la. E discursou o Jorge, num discurso improvisado, natural, reflectido obviamente, bonito. Este momento que normalmente é longo não durou mais do que 7 minutos distribuídos entre os dois.
Amável, dando a Palma da Mão a quem a desejasse, foi o Jorge Palma entre amigos, fãs, desconhecidos, personalidades. Num fim de tarde/noite (in)formal, que correu bem, que soube bem.
Resta ler a biografia... Será necessário?




Na Palma da Mão - Biografia de Jorge Palma

Nesta biografia de Jorge Palma, intitulada Na Palma da Mão, escrita pelo jornalista Pedro Teixeira participam mais de três dezenas de pessoas como os mais variados depoimentos.
Familiares: os filhos Vicente e Francisco Palma, a ex-mulher Graca Lami e a actual mulher Rita Tomé, a meia-irmã que vive no Brasil, Maria João Palma, a madrasta de Palma que vive igualmente no Brasil etc.
Músicos que com ele trabalharam em épocas mais distantes e outras mais presentes: Os músicos da sua "primeira" banda, os Sindicato, assim como Zé Pedro e Tim, Flak e Alex (R. Macau) Rão Kyao, Paco Bandeira, Paulo Gonzo, João Gil, Vitorino, Sérgio Godinho, Mafalda Veiga, Rui Veloso João Pedro Pais, Lena d´Água, Tonicha, Pedro Osório.
Antigos produtores discográficos: Carlos Cruz e Mário Martins
O grande amigo: João Gentil
A professora do Conservatório: Olga Prats
Manager: Manuel Moura dos Santos
A jornalista brasileira Maurette Brand
O palmaniaco: Tiago Branco
O Letrista Carlos Tê
etc, etc.


Esta é a primeira grande viagem à vida de Palma, desde a infância ao dias de hoje. Um olhar sincero sobre todos os aspectos da sua vida: a criança dotada, os pais, a rebeldia do liceu, o "exílio no colégio interno em Abrantes, os 4 irmãos que vivem no Brasil, a fuga para o Algarve, os Sindicato, a actuação no Festival Vilar de Mouros em 1971, Ary dos Santos, o exílio na Dinamarca, o casamento com Gisela Branco, o regresso a portugal em 1974, as drogas, os discos, a ida para a estrada, o Metro de Paris, o segundo casamento, o álcool, os Palma's Gang, os Rio Grande, os Cabeças no Ar, a actuação no Tonic em NY, a importância da descoberta, no Porto, dos Demitidos, grupo de músicos com que gravou o álbum "Norte" e que lhe foram apresentados por Mário Barreiros... e o mega-sucesso que tem sido este Voo Noctuno".
E isto é apenas um suspiro daquilo que o livro aborda.


Informação gentilmente disponibilizada por Pedro Teixeira, autor da obra.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Biografia de Jorge Palma - apresentação 4ªfeira no Cabaret Maxime




Na próxima quarta-feira, pelas 19 horas, terá lugar no Cabaret Maxime a apresentação da biografia oficial de Jorge Palma, " Na Palma da Mão". Esta obra é da autoria do jornalista Pedro Teixeira, com a chancela da editora Prime Books e contou com a colaboração do próprio Jorge Palma.
A apresentação da obra será feita na presença de Jorge Palma e Pedro Teixeira.
Entrada livre para todos os palmaníacos que queiram estar presentes neste marco do percurso de Jorge Palma.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Palma COVER'S

O Blogue Palmaníaco tem um desafio para vos lançar.
- Cada vez mais, temos visto que existem pessoas a tocar temas de Jorge Palma e a divulga-los na web.
Desta feita queremos que se empenhem, e que façam um cover de qualquer tema do Jorge Palma e que o coloquem no youtube ou noutro local qualquer de onde seja possivel "blogar" e que nos enviem o endereço para ladoerradodanoite@gmail.com, com "Palma COVER's" no assunto.
Os temas que chegarem até nós serão colocados no blogue, (desde de que, sejam minimamente audíveis, claro), à medida que forem chegando. E no final do ano escolheremos aqueles que para nós forem os 3 melhores (é muito dificil que o "Encosta-te a mim" possa ser um deles, conselho de amigo).
O melhor ficará em destaque por uma semana no nosso blogue.
Espero que este passatempo divertido tenha adeptos, não se acanhem, deixem fluir o Palma que há em vós. Cá vos esperamos.

Ainda têm até 15 de Janeiro para enviar todos os vossos vídeos.
Agradeço que não enviem para o hotmail mas sim para o gmail.
Obrigado a quem já participou e muito alento para quem ainda não o fez.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Jorge Palma participa no álbum de João Pedro Pais

O novo álbum de João Pedro Pais, intitulado a "A Palma e a Mão", conta com participações exclusivas de Jorge Palma, Pedro Abrunhosa e Zé Pedro.
Jorge Palma traz a este álbum, "A Palma e a Mão", o piano no tema: "Meu Caro Jorge (Palma)".
Neste vídeo da IOL, João Pedro Pais desfaz-se em elogios ao grande amigo, Jorge Palma.
A não perder.

Fica aqui a letra.


Meu Caro Jorge (Palma)

Meu Caro Jorge,


Escrevo-te esta carta para perguntar como estás
Como tens passado, como vai a vida
Quando me visitas por cá

Falamos um pouco, fazemos um brinde e saudamos todo
Este céu
Esteja quem estiver, que nos mande um beijo
Com a graça que Deus lhes deu
Meu Caro Jorge

A tua perseverança folgo em saber que é sentida
Pinta a tua vida e faz um carrocel,
O teu coração é forte tem uma força desmedida
E o teu mundo é folha de papel

Guardo nos meus sonhos as tuas cantigas
Nunca deixes de ser como és
Se estiveres atento á tua magia
Tens o mundo a teus pés

Assim me despeço, até qualquer dia
Um bem haja e continuação
Na volta cá te espero, recebe um forte abraço
Do teu amigo João

A tua perseverança folgo em saber que é sentida
Pinta a tua vida e faz um carrocel,
O teu coração é de aço tem uma força desmedida
E o teu mundo é folha de papel

Especial agradecimento ao Clube de Fãs do JPP


quarta-feira, novembro 19, 2008

Movimento UPA - Associação Encontrar-se

A música de Jorge Palma e Clã já está a tocar e pronta para ser ouvida e descarregada na casinha UPA 2008.
Basta para isso clicarem na imagem.

segunda-feira, novembro 17, 2008

DVD - Jorge Palma ao vivo no Coliseu dos Recreios



O Blogue Palmaníaco tem o prazer de mostrar em primeira mão o primeiro dvd de Jorge Palma, hoje nas lojas.
Este dvd reflecte o registo dos concertos no Coliseu dos Recreios, integrado na digressão de Voo Nocturno. Imperdível!

sábado, novembro 15, 2008

Último Metro - Reportagem

Da janela do comboio, com a mala da máquina fotográfica a abarrotar de panfletos, já na minha cabeça surgia uma imagem daquilo que poderia ser a dimensão do espectáculo da noite de ontem.
Chegado a Entrecampos, avistava-se ao longe, o laranja reluzente, dos tijolinhos que cobrem as paredes do Campo Pequeno.
À entrada, embora fosse cedo, já estava um aglomerado de gente, que ia entrando lentamente enquanto apagava o ultimo cigarro.
Entrámos também. E depois de ter as mãos cheias de publicidade, era chegada altura de procurar um bom lugar para assistir, a este final de época de sucesso.

-Campo pequeno, o balanço de um ano, de uma carreira, um pouco de tudo, um crescendo musical.
Mais uma vez, uma história.
Na sala podia sentir-se, a pairar no ar, o perfume Palmaníaco. O espaço foi-se deixando encher à medida que o tempo passava. Muito embora não se tenha preenchido por completo, pode dizer-se, no entanto, que estava bem composto.
O palco, como prometido, circular. Ao centro do círculo uma parte mais elevada, giratória, contendo o piano como não poderia deixar de ser. Á roda num patamar mais baixo, o espaço para todos os outros instrumentos.


À medida que o tempo ia passando, o público, entusiasta, chamava por Palma, ao som de palmas e assobios.
E eis que os mais de três ecrãs gigantes, junto ao tecto, se acendem ao Som de "Casa do Capitão" com a cara do tão ansiado Jorge Palma. Mostrando o artista a ser saudado pela sua equipa antes do espectáculo. De face serena e feliz, Jorge ia abraçando cada amigo, fitando o palco no horizonte.
Primeiro entraram os seus companheiros de estrada, os Demitidos, que arrancam ao ritmo frenético de “Dormia tão sossegada” introduzindo desta forma o homem da noite que entrou em cena de seguida. Cheio de garra, com vontade de tocar e de encantar, assertivo…

Num alinhamento um tanto ao quanto (felizmente) diferente daquilo a que ultimamente nos temos habituado, fizeram-se seguir temas como: “Rosa Branca”,” Voo Nocturno”, “Tempo dos Assassinos”,”Só” (um momento muito aplaudido) que precedia outro aplaudido ainda de forma mais entusiasta:” Balada de Um estranho” acompanhada ao saxofone como na sua versão de estúdio, algo que soube muito bem ouvir após tanto tempo ausente dos alinhamentos.

Mas, em termos de novidades não ficámos por aqui, as "Ala da Sombra, e do Sol" denominadas assim por alguém dividiam-se em gritos de incentivo: “Palma!! Jorge!! És o maior!!.. e, em pedidos de diversos temas da obra do cantautor.

Palma seguiu o alinhamento à risca, o elaborado espectáculo não permitia grandes fugas. Mas ninguém pôde dizer-se descontente.
Após “Balada de um Estranho”, entra Tim, convidado de Palma, merecedor do carinho de todos, dividindo a meias com este, o seu ”Fado do Encontro”, num momento muito ovacionado pela plateia.


Seguiram-se: “Minha Senhora da Solidão” e “Escuridão”.


Depois chegou o tempo de Palma dar um pouco de descanso à sua faceta rock, e de nos presentear com o que tem de melhor, a solo, ao piano.
A sala em tons de azul, o publico em silêncio, um foco sobre o homem, só, em palco, pronto para desafiar as teclas do piano para mais um jogo.
Algures pude ouvir um conselho: “Imagina que o vais ouvir, sentada num bar, com um piano”

“Quem és tu de novo?”, ” Dizem que não sabiam quem era”, e eis que surge um grande momento, algo assombroso (senti assim) o Fim, monumental, palavras para quê. O tema em si puxou pelo grito profundo de todos os que sentem Palma. A interpretação excepcional, as palmas de satisfação pelo arrepio, pelo sonho, pela morte das saudades deste tema que se sente cá dentro.

Seguiu-se” Estrela do Mar”, também muito ovacionada.
Logo após, eis que entra Vicente Palma, aplaudido fortemente, querido de todos, “Com os mesmos genes que não degeneraram nem um pouco” – alguém comentou – um talento, inconfundível.
Com o seu nome a ser entoado por varias gentes, abraçou o pai, e com ele trouxe até ao palco, o fora da Lei “Jeremias”.

Na especial noite de ontem, Jorge Palma poude contar com convidados, também eles especiais como: Filipe Valentim, teclista dos Rádio Macau; Gabriel Gomes (acordeão) e Edgar Caramelo (saxofones).


Seguiram-se “Abrir o sinal”, ”Gaivota dos Alteirinhos” ,“Bairro do Amor” e “Canção de Lisboa”. Depois chamou-se um outro convidado, grande amigo de Jorge, aquele, "em que no seu carro não se fuma", assim o apresentou Palma, de seu nome João Gil, que partilhou o palco com este num outro grande momento da noite – “Senta-te aí” - tema recuperado dos Rio Grande, com letra de João Monge.
Despediram-se de beijo, debaixo de aplausos, enquanto os Demitidos se reposicionavam no palco para arrancar com o famoso "Encosta-te a Mim".
Cantado a plenos pulmões, pela plateia em geral.

Seguiram-se: “Vermelho Redundante” de Carlos Tê, e “Quarteto de Cordas”.
E depois, os palmaníacos, já satisfeitos com o teor do alinhamento, ainda ouviram, quase sem pausas os seguintes temas : "Dá-me Lume,"Deixa-me rir," "Frágil" e "Disse Fêmea", mais uma vez, palavras para quê? Seguiram-se “Olá” e “Portugal Portugal”, este ultimo, um tema muito pedido, e muito apreciado por diversas pessoas que gritaram de contentamento no início deste.

Depois, Palma saíu, e, alguns elementos de “backstage” subiram mesmo ao palco dando a ideia de que o concerto poderia acabar ali, o que fez com que algumas pessoas abandonassem a sala, já felizes, cantarolando mentalmente o “Enconsta-te a Mim”, muito provavelmente.

Contudo, o público não desistiu de chamar pelo Jorge, que para espanto de alguns, de outros nem tanto, Voltou! Trouxe com ele mais seis momentos de plena força: ”Cara d’Anjo Mau”,” Finalmente a Sós”e “A Gente vai continuar”, chegando assim ao fim do primeiro encore, que não precisou de esperar pelo início do segundo, e, logo de seguida, para terminar em beleza apelando ao calor do rock como forma de encerramento do espectáculo que durou mais de 2 horas e 30 minutos, vieram, “Picado pelas Abelhas” e “Like a Rolling Stone” tema de Bob Dylan.

Jorge Palma, alcançou assim, o objectivo pretendido para a memorável noite do Campo Pequeno, e conseguiu trazer até aos seus fãs o sabor especial, que não tinha conseguido fazer chegar de outra feita, nos Coliseus.
Um desenrolar perfeito de temas escolhidos acertadamente, que poderiam ser muitos, muitos mais, como o próprio disse: “ Teria de estar a tocar durante dez horas seguidas”. Provavelmente iam ser as melhores horas da vida de muita gente. E, no fim, aquilo que sobrasse da plateia, quem ainda restasse sentado, estaria certamente em redor do piano a ouvi-lo, pronto para dizer: - Obrigado Jorge, por tudo, prontos para seguir cantando a sua obra, deliciados com cada pormenor. Prontos para o abraçar numa outra aventura qualquer,

Enquanto houver estrada para andar…

Até já, não, até Sempre!

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O Blogue Palmaníaco aproveitou a ocasião para distribuir panfletos com o objectivo de promover a sua visualização. Agradecemos a forma como todos receberam bem a iniciativa e os comentários de pessoas que elogiaram o blogue, dizendo já o conhecer.
De destacar a heterogeneidade do publico, que vai desde pequenos até graúdos. E para surpresa alguns dos pequenos (na casa dos 10 anos) conhecem bem alguns dos temas mais antigos e calhou em conversa saber que um dos temas preferidos de um dos jovens é mesmo o “Deixa-me Rir”, inesperado não.
Nota negativa para o som, que estava com muito ruído e pouco nítido - alvo de muitas queixas.
Até o próprio Jorge teve direito a panfleto, e recebendo-nos, como sempre muito bem após o concerto,aproveitou para agradecer ao Blogue todo o esforço e dedicação, destacando que estamos sempre em cima do acontecimento.

Obrigado Nós.

Abraço especial a Vicente Palma - obrigado por tudo - !

Obs:Amanhã será inserido neste mesmo post um link para 99 fotos exclusivas em full screen.
Obrigado Rita e Gustavo pelo resto da distribuição, bem mais proveitosa que a nossa, aparentemente.


o nosso "cartão de visita"


Jorge Palma, esta noite





Fotos de Alexandre Gandum