segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Jorge Palma - Agenda de concertos em 2008 (actualização II)
29 de Março - Braga (com Vicente Palma)
5 de Abril - Oliveira de Azeméis (com Vicente Palma)
1 de Maio - Queima das Fitas de Viseu (com Os Demitidos)
17 de Maio- Rio Maior (com Os Demitidos)
31 de Maio - Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz (com Os Demitidos)
5 de Junho - Rock in Rio Lisboa (Jorge Palma & Tim)
14 de Junho- Proença à Nova (com Os Demitidos)
13 de Julho- Arrentela (com Os Demitidos)
20 de Julho- Festival Delta Tejo, Lisboa (com Os Demitidos)
26 de Julho- Pombal (com Os Demitidos)
6 de Agosto- Ponte de Lima (com Os Demitidos)
10 de Agosto- Festival do Sudoeste, Zambujeira do Mar (com Os Demitidos)
12 de Agosto- Mortágua (com Os Demitidos)
P.S.: Todas as datas anunciadas em posts anteriores mantêm-se (consultar também a agenda do blog)
domingo, fevereiro 17, 2008
Jorge Palma no Dia Internacional das Doenças Raras
Como o Blogue Palmaníaco noticiou a 17 de Julho de 2007, nesse mesmo dia Jorge Palma dará um concerto único e imperdível no CCB com o Quarteto Lacerda.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Jorge Palma no Seixal ( actualização )
Clicando aqui podem aceder à edição de 9 de Fevereiro do Jornal do Seixal gentilmente enviado ao Blogue pela jornalista Mónica Almeida. Na página 13 deste mesmo podem ler uma reportagem da referida jornalista que inclui uma entrevista ao Jorge Palma. A mesma reportagem poderá também ser facilmente lida no blogue da jornalista.
Aqui fica um álbum com algumas fotos deste dia:
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| Jorge Palma no Seixal |
O Blogue Palmaníaco agradece a Mónica Almeida todos os documentos e imagens cedidas.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Jorge Palma em Torres Vedras II
Um belíssimo concerto, um belíssimo público (ao contrário do anterior), de uma faixa etária mais avançada que o anterior, uma belíssima sala (cheia uma vez mais)... enfim, uma belíssima noite! O mestre ficou visivelmente satisfeito com o público que o acompanhou em muitos momentos, que o aplaudiu (grande ovação depois do belo solo do Frágil), e que o piropeou sempre que possível, sempre com respostas prontas e à altura.
Fica assim para recordar este segundo concerto, ao nível do primeiro que havia sido excelente também. Parabéns ao mestre e que regresse depressa pois cá o esperamos!
- Acorda menina linda
- Tempo dos assassinos
- Só
- Voo nocturno
- Cara d'anjo mau
- Disse fêmea
- Frágil
- Dá-me lume
- Acordar tarde
- Valsa de um homem carente
- O centro comercial fechou
- Estrela do mar
- Abrir o sinal
- Bairro do amor
- Jeremias o fora da lei
- Terra dos sonhos
- Maçã de Junho
- Dormia tão sossegada
- Encosta-te a mim
- Vermelho redundante
- Finalmente a sós
- Canção de Lisboa
- Deixa-me rir (precedido da pantera cor de rosa)
- A gente vai continuar
Artigo de Rui_242
terça-feira, fevereiro 05, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
Jorge Palma em Torres Vedras
O Blogue Palmaniaco irá precisar depois as restantes alterações de agenda decorrentes desta alteração.
"O Jorge Palma apresentou-se neste concerto bastante bem disposto (e sóbrio), com a postura e à-vontade em palco que lhe é habitual, a tocar e cantar divinamente bem. Com uma set-list extremamente bem escolhida, cantou alguns dos seus grandes êxitos (Deixa-me rir; A gente vai continuar; Frágil) misturados com alguns dos mais recentes temas (Encosta-te a mim; Vermelho redundante; Finalmente a sós).
Foi um concerto extremamente agradável, numa bela sala cheia, extremamente bem tocado e cantado.
Um último reparo ao público. Uma larga maioria demonstrou ser o novo público do Jorge, aquele que surgiu à custa da euforia em torno do tema Encosta-te a mim. Não vibraram com o início dos grandes temas (por desconhecimento dos mesmos), não trautearam com o mestre, criando assim, nalgumas alturas, um clima muito frio e de grande distância com o músico. Pior no início, foi melhorando para o fim, nunca chegando ao ponto a que estou habituado nos concertos de Palma. Alguns ainda ensaiaram uns piropos, sempre prontamente respondidos, mas muito pouco para o músico que é. Enfim, agora virou moda ver Palma..."
O Meu Amor Existe
Tempo dos Assassinos
Voo Nocturno
Só
Cara De Anjo Mau
Disse Fêmea
Frágil
Dá-me Lume
Acordar Tarde
Valsa dum Homem Carente
O Cento Comercial Fechou
Estrela do Mar
Abrir o Sinal
Jeremias, o fora da Lei
Terra dos Sonhos
Maçã de Junho
Lobo Malvado
Dormia tão Sossegada
Encosta-te a Mim
Vermelho Redundante
_________________________encore_____________________
Canção de Lisboa
Finalmente a Sós
Deixa-me Rir
A Gente vai Continuar
Agradecemos desde já todas as informações e a reportagem que nos foram gentilmente cedidas por rui_242 e a foto cedida por Nuno Sebastião.
sábado, janeiro 26, 2008
Jorge Palma no Seixal
Jorge Palma entrou confiante, deu boas noites ao Seixal e lançou-se para “O meu amor existe”. A partir daí e com um ritmo alucinante e forte o espectáculo seguiu. Não faltaram os múltiplos aplausos e as ovações de pé foram uma constante ao longo de todo o espectáculo. Palma bem os mereceu, tocou piano de forma exuberante "cada vez melhor" houve quem gritasse. Deu outro som e outro ritmo a clássicos tão bem conhecidos como “Canção de Lisboa” e "Deixa-me rir".
Foi um concerto fantástico, não posso ser imparcial perante tal momento.
Não faltaram os pedidos do público: “Maçã de Junho!” - “Trapézio”! – gritaram, entre tantos outros. Palma não pôde fugir muito do alinhamento, mas mesmo assim não resistiu a tocar “Lobo Malvado” este não previsto inicialmente, muito bem acompanhado pelo seu filho Vicente que proporcionou juntamente com o Pai momentos fantásticos tanto ao piano como à guitarra.
Foi um concerto marcado pela alta vigilância do pessoal responsável pelo auditório, que corria com lanternas para que as pessoas desligassem luzes de telemóveis, e espreitavam para o colo de outras para ver se os telemóveis tinham fotografias e as interpelavam com rudeza e falta de educação, algo inédito... Impediram o BloguePalmaniaco tanto de fotografar como de escrever o alinhamento do concerto. Isto porque a luz do telemóvel utilizado para escrever o nome de cada musica perturbava o decorrer do espectaculo.
Pergunto se perturba menos correr com uma lanterna na mão?
Eu estava na ultima fila, respeito e compreendo mas esperava mais tolerância e esperava ver o espectáculo com mais atenção.
Mesmo assim aqui fica o alinhamento cedido por Jorge Palma e Vicente:
O Meu Amor Existe
Tempo dos Assassinos
Voo Nocturno
Só
Cara D’anjo Mau
Disse Fêmea
Frágil
Dá-me Lume
Acordar Tarde
Valsa dum Homem Carente
O Centro Comercial Fechou
Estrela do Mar
Abrir o Sinal
Jeremias, o fora da Lei
Terra dos Sonhos
Maçã de Junho
Lobo Malvado
Dormia tão Sossegada
Encosta-te a Mim
Vermelho Redundante
___________________encore______________________________
Canção de Lisboa
Finalmente Sós
Deixa-me Rir
A Gente vai Continuar
Aqui ficam algumas imagens:
Primeiras 3 fotos de Andreia Pinto
Pedimos desculpa pela má qualidade das imagens, mas, mediante as condições foi o melhor que pôde ser feito.O BloguePalmaniaco espera receber ainda mais fotografias. Fiquem atentos!
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Concerto duplo em Torres Vedras
O preço do bilhete para assistir ao concerto é de 10€ e este pode ser adquirido no Posto de Turismo de Torres Vedras ou no Teatro-Cine, no dia do espectáculo.
Teatro-Cine de Torres Vedras – Av. Tenente Valadim, n.º 19.
Telefone n.: 261 338 131; teatro.cine@cm-tvedras.pt
De segunda a sexta-feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, ou uma hora antes do espectáculo.
Posto de Turismo de Torres Vedras – Rua 9 de Abril
Telefone n.: 261 310 483, postoturismo@cm-tvedras.pt
De segunda a sábado e feriados, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Te Já - 30 anos
"Estou a ouvir o disco Té Já, de 1977, o segundo da carreira de um Jorge Palma no ardor da juventude e em plena ebulição artística, política e pessoal.
O aniversário de 30 anos dessa sua segunda incursão no vinil é meio emblemático para mim, que só vim a conhecer a obra do Mestre em meados de 2006. E o meu primeiro sentimento, o mais forte e inconformado, foi não ter suas canções comigo há 30 anos! Faz-me falta, de certo modo, o tempo que vivi sem suas letras e músicas por absoluta ignorância da sua existência.
Em 1977 eu era uma universitária que estudava Comunicação, exacerbada e ardorosa defensora dos direitos políticos dos quais nós, brasileiros, tínhamos sido privados duas vezes em pouco tempo: primeiro em 1964, com o golpe militar que nos destituiu do Estado de direito, e depois em 1968, quando os ventos de liberdade foram definitivamente sufocados com o Ato Institucional nº 5, que instaurou entre nós os longos anos de chumbo. Passei, portanto, por todas as fases dessa sofrida derrota da cidadania brasileira, com idades entre 8 e 21 anos. O processo estender-se-ia até 1985, quando finalmente o povo conseguiu eleger um Presidente pelo voto: Tancredo Neves, que infelizmente não conseguiu tomar posse porque faleceu antes disso, vítima de uma traiçoeira diverticulite.
Lembro-me agora disto porque “Té Já” é um disco que ferve com as questões políticas da sua época, lado a lado com os altos e baixos do coração. No Brasil, Chico Buarque lançava no mesmo período canções como “Vai passar” e “Pelas tabelas”, que davam bem o tom do momento brasileiro. O mesmo Chico que acompanhara com alegria o processo de redemocratização de Portugal, e dedicara à Revolução dos Cravos, poucos anos antes, a antológica “Tanto mar”.
Em “Podem falar”, “Eu sei lá”, “Eles já estão fartos” e “A bem da civilização”, Jorge Palma retrata as desilusões da sua geração, entre o sonho da liberdade mal realizado e a angústia do que viria a seguir. Traça um painel pungente do abandono em que se encontravam as pessoas, da desintegração das famílias de fachada, da embriaguez da ambição desmedida e da vontade de reencontrar uma causa pela qual lutar.
Nas duas versões de “Ainda há estrelas no teu olhar”, observa-se um fenômeno recorrente na obra do cantautor: plantar a esperança, a fé no ser humano, a garra para seguir em frente. Há quem discorde, afinal há momentos ácidos e aparentemente descrentes em sua trajetória, mas a tendência mais forte que vejo é mesmo a esperança, o acreditar.
“O amigo das plumas coloridas” é o toque jazzístico que muito bem traduz o virtuosismo e as experimentações de Jorge Palma ao piano, ele que trocou a chance de estar nas salas eruditas pela liberdade de improvisar e fazer a alma variar à vontade pelas notas, pelos sons que ouvia dentro da alma.
E depois – ou antes, ou durante, conforme a ordem em que se ouve ou a prioridade do espírito – vem o amor. O amor com todas as suas faces contundentes, como só Jorge Palma sabe mostrar. Amores sofridos, falidos, malfadados, felizes e bem resolvidos, amor de amigo, de irmão saudoso, amor por um certo bairro da capital... enfim, maneiras de conjugar o verbo amar em música, letra e paixão, sem nunca deixar de ser pessoal, parte envolvida, corpo e sangue de tudo o que canta e diz.
Em “Meio-dia”, Jorge Palma fala do tempo parado e dos desencontros. Nessa canção que sintetiza o disco, escolhida por ele para conter a expressão-título “Té Já”, fala sutilmente da saudade dos irmãos de sangue, que partiram pequenos para o Brasil, do sentido de família e da certeza do reencontro (de novo a esperança!).
É em “Té Já” que “Bairro do Amor”, um dos mais belos hinos que a sua obra já produziu, aparece pela primeira vez em cena com seu ritmo dolente, sua delicadeza poética e musical. A ode ao Bairro Alto sonha com um ideal de felicidade que Jorge adivinha entre as pessoas que circulam naquela noite democrática e partilhada, num espaço sem tempo onde todos se dão naturalmente, sem premeditar o futuro, e são solidários com a dor e a alegria dos outros. Nada mais comovente, simples e sincero do que o célebre refrão:
“Eh pá, deixa-me abrir contigo/desabafar contigo/falar-te da minha solidão...
Ah, é bom sorrir um pouco/descontrair um pouco/eu sei que tu compreendes bem!...”
Em “Há sempre alguém”, Jorge Palma sintetiza o desencontro-com-esperança, o resgate das coisas boas ao final das chuvas e trovoadas comuns aos relacionamentos amorosos. “Obrigação”, a bem-humorada crítica aos casamentos “perfeitos”, e “Meu amor (agora não fiques para aí a dormir)” aparecem em seqüência no alinhamento do disco. Estavam mesmo fadadas a ser tocadas juntas! Também esta dobradinha é um contraponto entre derrota e esperança, a doçura com que Jorge Palma sempre reveste os rompimentos amorosos, as separações, com base no que ficou de bom.
Finalmente, em “Quando a gente lá chegar”, a esperança se traveste num encontro alegre, forte, profundo e nem por isso fadado a durar para sempre. É a sua forma de celebrar a liberdade de amarmos como crianças, sem peso, culpa ou medida.
Musicalmente, “Té Já” é um disco esfuziante, com vozes variadas, profusão de ritmos e uma bem equilibrada alternância entre doçura e arrebatamento. Um disco que eu gostava de ter ouvido quando foi feito, pois os temas que Jorge Palma aí evoca teriam uma ressonância bem maior. O meu olhar é retrospectivo, mas mesmo assim posso sentir em toda a trilha aquela necessidade absoluta de levantar bandeiras, de envolver-se e marcar sua posição no mundo."
“Té Já” mostra que em 1977 já tínhamos um Jorge Palma com as linhas mestras do trabalho definidas, estruturado no formal e no essencial, e com imensa paixão e criatividade a transpirar de tudo. Nesses 30 anos que só pude ver em retrospecto, o artista teve enorme crescimento, mas a velha chama já estava lá, no “Té Já”, a brilhar forte no escuro, como as estrelas que Jorge Palma ainda guarda no olhar, em plena apoteose do seu talento extraordinário."
Artigo de Maurette Brandt






