domingo, dezembro 09, 2007

"Boa Noite Alvim" com Jorge Palma

Jorge Palma e Merche Romero serão esta semana, convidados de Fernando Alvim, no seu programa semanal Boa Noite Alvim, na Sic Radical. Terça Feira ás 23horas.

O programa repete quarta-feira às 02.00h, quinta-feira às 05.00h e domingo às 23.00h.

sábado, dezembro 08, 2007

Concerto em Matosinhos



A brincar com as teclas do piano, tornou a noite em algo admirável...

A Estrada Continua, em bom caminho....



O meu amor existe
Meu amor não fiques para aí a dormir
No Tempo dos Assassinos
Voo Nocturno

Vermelho Redundante
Deixa-me Rir
Estrela do Mar
Frágil
Mifá
Abril o Sinal
Gaivota dos Alteirinhos
Encosta-te a mim
Bairro do Amor
Maçã de Junho
Fui um Lobo Malvado
Dormia tão Sossegada
Jeremias, o Fora da Lei
A gente vai continuar
Portugal, Portugal
Finalmente Sós
Dá-me Lume
Cara d'Anjo Mau

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Jorge Palma em Matosinhos

Amanhã, 7 de Dezembro pelas 22 horas no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, concerto integrado nas comemorações dos 20 anos do edifício da Câmara, projectado pelo arquitecto Alcino Soutinho. A entrada é livre, estando sujeita a presença à limitação de lugares disponíveis na sala.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Canção de Lisboa: análise

ONDE ESTÁS TU, MAMÃ? (CANÇÃO DE LISBOA)




A Canção de Lisboa parece-nos um bom exemplo de uma canção típica do solitário Jorge Palma. Esta canção surge primeiro com a poesia, que só posteriormente foi musicada, tendo por base uma sequência de acordes extraída do Frère Jacques em modo menor, tal como ele foi citado pelo Mahler numa das suas sinfonias,aquando do seu uso como marcha fúnebre.







Jorge aqui lembrou-se dessa ocorrência, e talvez levado pelo espírito depressivo e pelo ambiente pesado do poema, achou adequado adoptá-lo.

O Poema compõe-se de 4 estrofes de oito versos que são cantadas duas a duas em Dó menor, entrecortadas por um pequeno refrão sempre bisado no modo maior.

Os serões habituais
E as conversas sempre iguais
Os horóscopos, os signos e ascendentes
Mais a vida da outra sussurrada entre dentes
Os convites nos olhos embriagados
E os encontros de novo adiados
Nos ouvidos cansados ecoa
A canção de Lisboa

O poema começa por nos falar da monotonia que se esconde por detrás das relações que nem sempre correm bem e como isso conduz à solidão.

Não está só a solidão
Há tristeza e compaixão
Quando o sono acalma os corpos agitados
Pela noite atirados contra colchões errados
Há o silêncio de quem não ri nem chora
Há divórcio entre o dentro e o fora
Há quem diga que nunca foi boa
A canção de Lisboa

Na segunda estrofe há um reforço da ideia de como a solidão se afirma, mesmo quando as pessoas procuram outras que nem sempre são o amor desejado, apenas um consolo para o corpo físico.

A urgência de agarrar
Qualquer coisa para mostrar
Que afinal nós também temos mão na vida
Mesmo que seja à custa de a vivermos fingida
Um estatuto para impressionar o mundo
Não precisa de ser mais profundo
Que o marasmo que nos atordoa
Ó canção de Lisboa

Na terceira estrofe já nos é mostrada uma outra perspectiva, de como nós também temos necessidade afinal, é de nos afirmarmos custe o que custar, nem que seja através de ilusões ou dissimulações.

As vielas de néon
E as guitarras já sem som
Vão mantendo viva a tradição da fome
Que a memória deturpa e o orgulho consome
Entre o orgasmo na gruta ainda fria
E o abandono da carne vazia
Cada um no seu canto entoa
A canção de Lisboa

A quarta estrofe é o culminar disto tudo com o retorno a uma solidão profunda, após um acto sexual consumado, sem qualquer significado.

Estas quatro estrofes aparecem sempre sob a égide dum pessimismo associado ao urbanismo Lisbonense, o que talvez traduza a visão que Jorge nesta altura tinha de Lisboa: uma cidade povoada de solitários que, fingiam a sua felicidade e a dissimulavam em relações fortuitas e fracassadas e, em sinais exteriores de riqueza. Jorge tenta denunciar talvez, a hipocrisia que se apoderou da urbe portuguesa. Neste contexto, é no fundo uma canção com um certo cariz de intervenção social e um alerta para todos nós.

Tudo isto se passa musicalmente sob um condão depressivo da tal pseudo marcha fúnebre e acordes pesados. A única excepção é a pequena transição para o refrão, onde aparece uma pequena escala de blues debaixo das palavras "canção de Lisboa":

Esta transição é importante, porque o refrão aparece sempre em modo maior e com um cariz musicalmente alegre, de folia. A letra não traduz exactamente isso, mas talvez uma certa ironia ou um joguete infantil.

Mamã, mamã
Onde estás tu, mamã?
Nós sem ti não sabemos, mamã
Libertar-nos do mal

A utilização de "mamã" ao invés de mãe denota logo, uma intenção clara. Jorge procura aqui mostrar como todos nós somos vulneráveis, que, afinal, andamos perdidos e que, no fundo, ao procurarmos as relações sem sentido, buscamos sim um apoio materno que talvez já não exista ou não seja possível atingir.

Jorge canta a nossa incapacidade e o nosso desespero por não conseguir fazer nada direito e nos sentirmos frustrados, com uma aura de optimismo estonteante o que só pode remeter para uma ironia e um gozo do destino ou, quanto muito, para uma alegoria de como éramos felizes em criança quando tínhamos a “mãezinha” do nosso lado para nos livrar das alhadas e, não nos metíamos em confusões.

Estas duas atmosferas contrastantes compõem assim a “Canção de Lisboa”, que fecha tal qual começou: com a série de acordes fúnebres e, a cadenciar no acorde de dó menor, dando a entender, que a depressão urbana, por muito que tentemos fugir dela está para durar e é um ciclo sem saída.
Análise de Tiago Videira

quarta-feira, novembro 28, 2007

Voo Nocturno lidera o top nacional de vendas pela 4ª semana consecutiva!

Jorge Palma dá voz a uma causa



Jorge Palma associou-se à Associação para o Planeamento da Família (APF) e vai ser a “voz” dos seus 40 anos de actividades e projectos no âmbito da Saúde Sexual e Reprodutiva.
O músico explica este apoio: "gostavam que eu desse voz à APF por ser um músico português com um público muito diversificado. Tal como a APF, trabalho com todas as gerações e para todos, sem discriminação. Este apoio junta o útil ao agradável: se através do que faço conseguir ajudar a promover a APF e o seu trabalho ao longo destes 40 anos, fico feliz”.

Nos concertos dos Coliseus a associação dispôs de um espaço onde deu a conhecer as suas actividades e projectos no campo do planeamento familiar, da educação sexual e da promoção dos direitos sexuais e reprodutivos em Portugal.

terça-feira, novembro 27, 2007

Com uma Viagem na Palma da Mão- Edição a 28 de Novembro



"Não se assustem - a capa é mesmo assim, ou antes, sempre foi assim. Mas a maior parte das pessoas conhece Com uma Viagem na Palma da Mão mais por "ouvir dizer" do que por realmente ter o disco. Nas investigações que fizemos para esta primeira edição em CD do primeiro álbum de Jorge Palma, descobrimos que o disco teve uma tiragem muito pequena: apenas 300 exemplares...

No depoimento incluído no disco, recolhido em 2003 por Jorge Mourinha, crítico de cinema do jornal Público e um dos coordenadores da colecção, Jorge Palma fala das condições em que o disco foi gravado e editado e explica que nem ele próprio tinha uma cópia... (Foi, aliás, a capa mais difícil de obter desta primeira leva de edições. Agradecemos publicamente a João Carlos Callixto e Heitor Vasconcellos.)

Com uma Viagem na Palma da Mão nunca foi reposto em LP depois dessa primeira tiragem, publicada em Setembro de 1975 (Decca SLPDB 1024), e esta é a primeira vez que chega ao formato digital. Ao todo, são 13 temas: "Deixem Voar Este Sonho", "Labirinto", "Monólogo de um Cidadão Frustrado", "Dizem que Não Sabiam Quem Era", "Enquanto o Sangue Se Torna Ouro", "Com uma Viagem na Palma da Mão", "Giselle", "Já Chega de Ilusões", "A Onda (para Mwandishi)", "Poema Flipão", "Outra Onda", "O Velho no Jardim" e "Fim".

Este foi o único registo de Jorge Palma para a Valentim de Carvalho e não existem em arquivo nenhumas "sobras" desta altura, pelo que esta reedição se limita a reproduzir o LP original, o único álbum do cantor-compositor que nunca havia tido edição em CD."


Excerto retirado do blogue Do Tempo do Vinil
(Agradecemos a colaboração do jornalista Jorge Mourinha)

segunda-feira, novembro 26, 2007

Jorge Palma na Rádio

Em 2004 , na Antena 1, no programa "1001 Escolhas":

Jorge Palma, numa longa conversa, fala a Madalena Balsa acerca do livro, da banda, do filme, da peça de teatro e da viagem da sua vida. Este link é uma reposição de outro colocado na altura, e que se encontrava inactivo.
Clicar aqui para download.


A 21 de Setembro de 2007, na R.F.M, no mesmo dia em que subiu ao palco do Centro Cultural Olga Cadaval, Jorge Palma foi acordar Portugal no "Café da Manhã":


Jorge Palma falou à R.F.M sobre o seu novo single, a sua guitarra roubada, protagonizando ainda momentos inéditos como uma imitação de Rui Reininho e uma versão modificada de Encosta-te a Mim. Demonstrou ainda, um brilhante domínio da língua italiana, entre outros hilariantes momentos.
Clicar aqui para download.

Imagem retirada de: http://www.rfm.pt/

André Sebastião
Luís Gravito