quinta-feira, julho 12, 2007

Jorge Palma na Radar FM

Jorge Palma é o convidado desta semana do programa "Fala com ela", apresentado por Inês Meneses na Radar FM. A entrevista irá ser transmitida sábado ás 12h, e no domingo às 19h. Os lisboetas poderão ouvir a entrevista sincronizando o rádio em 97.8. Todos os outros só conseguirão ouvir através da emissão online em http://www.radarlisboa.fm/.

quarta-feira, julho 11, 2007

Jorge Palma na TSF


Jorge Palma em «voo nocturno»Três anos depois de «Norte», o último trabalho de originais, Jorge Palma edita um novo disco intitulado «Voo nocturno», um regresso às «crónicas cantadas».

(Mário Dias com sonorização de Mésicles Hélin - 10.07.2007)


"tenho ouvido muito este disco e de cada vez que o oiço descubro coisas novas"...
(para ouvir a entrevista clique aqui)

O sucesso do Voo...

Voo Nocturno entrou directamente para o 5º lugar do top de vendas nacionais, segundo a Associação Fonográfica Portuguesa e 1º lugar do top de vendas Fnac. "Encosta-te a mim" é a 2ª canção no I-Tunes e Voo Nocturno o 1º do Top de álbuns. Sendo a quantidade de discos vendidos apenas um indicador, e não uma garantia absoluta de qualidade musical, salienta-se o reconhecimento do público em geral pelo último trabalho de Jorge Palma. Um disco a ouvir...e a descobrir...

quarta-feira, julho 04, 2007

Video do single "Encosta-te a mim"

O vídeo filmado no passado dia 11 de Junho no Museu da Água, um encontro de amigos...



Realização: Luís Leitão

segunda-feira, julho 02, 2007

Jorge Palma na Sic Notícias

A Sic Notícias acabou de transmitir uma reportagem/ entrevista com o Jorge acerca do disco e do clip. Podemos ver alguns excertos do video e também uma entrevista. Tudo isto irá repetir ainda hoje às 20:30 e às 2h00 da madrugada, inserido no programa "Cartaz".
Ver aqui

domingo, julho 01, 2007

Voo Nocturno na comunicação social

" O mestre ainda canta Deixem Voar este sonho"
'Voo Nocturno' colocado no mercado

Logo ao fim do primeiro cigarro, Jorge Palma confessa-se, inclinando-se sobre o gravador: "A minha vida tem estado muito agitada. Não sou um tipo muito certinho, nunca fui. E a rotina que nunca tive está cada vez mais distante." A "vida real", como Palma gosta de a apresentar, continua a ser fonte de surpresas, uma e outra vez. "Pensei que quando um homem chegasse perto dos 60 anos soubesse tudo sobre a vida. Estava enganado." Então escrevem-se canções para "despistar o destino". Um exercício de autocorrecção, de "autocomiseração, indispensável ao ser humano", que Jorge Palma insiste em manter vivo. Voo Nocturno é o novo álbum do cantautor que hoje é editado. "É um disco pessoal, não o sei fazer de outra forma."
Em 2005, Jorge Palma editou Norte e apresentou-o como manual de sobrevivência, novo rumo para quem se julgava perdido. "Na altura falava sobre o valor da sobriedade, da sua importância para nos fazermos gente." Agora, em Voo Nocturno, o trovador canta "Não tenho nada. Porque arrasei o que não quis em nome da estrada". Quer gozar o tempo que diz ser "pouco e valioso". O dele e o de todos. Olha para o futuro com memória viva do passado, orgulha-se de exageros e e diz que a sobriedade é apenas um estado de espírito. "Sei que podia ter tido uma vida diferente, que podia ter magoado menos pessoas. Mas não me arrependo de nada. No princípio da carreira cantava Deixem Voar Este Sonho. Foi só isso que fiz. E ainda faço."
Iniciou-se nos discos em 1972 com The Nine Billion Names of God. Na altura estava mergulhado em rock - "mais progressivo, Genesis ou Yes". Pegava na guitarra e tocava no primeiro sítio em que pudesse ter alguém para o ouvir. "Se agora não faço planos, na altura muito menos. Era a fase da grande rebaldaria." E para construir Voo Nocturno viajou até ao início, por entre tudo o que aprendeu. Aos 57 anos, sabe que a idade representa "muita informação". O novo álbum está recheado de rock - "sou um rock'n'roller ainda por descobrir", diz--nos - mas passa tanto por "Monteverdi como por Sam The Kid. É preciso é saber processar os dados. Esse é o grande desafio". Ao mesmo tempo, gosta de complicar, de dar a volta ao que está arrumadinho. Aluno de conservatório, aprendeu a ser músico "com o Liszt e o Rachmaninov" e procura sempre o acorde que não surge ao primeiro impulso. Em 2007, Jorge Palma ouve Só, álbum de 1991 com temas antigos reintrepretados ao piano, e pasma: "Há coisas ali que já não consigo fazer, mas inspiram-me." Escreve Olá (cá estamos nós outra vez) continuando a narrativa que iniciou em 1985, com Nunca é Tarde para se Ter uma Infância Feliz. E vai "roubando" o bom que a história da música tem para lhe dar - "O Paul Simon, por exemplo, ainda é um dos meus heróis", diz orgulhoso.
Com o cinzeiro cheio e sem tabaco, pede um cigarro a quem passa. "Jorge, dás-me um autógrafo?" Não tinha mais de 30 anos mas era fã confesso do músico. Palma conhece o seu público e diz-nos: Voo Nocturno "não vai desiludir quem canta os refrões nos meus concertos". Fala em "palmaníacos" e nos muitos blogues "que se escrevem por aí". Oferece-se aos fãs, porque o entendem e o estimam, mas só até ao ponto em que lhe chamam mestre. "Isso faz-me sentir velho. O mestre tem muito peso. Mas percebo-o. É uma questão de respeito, quer dizer que me entendem, que me levam a sério e procuram compreender o que escrevo e canto. Mas não quero ter a responsabilidade de ensinar seja o que for. Ainda estou a aprender e acho que vou continuar a fazê-lo." Toca o telemóvel. Jorge Palma despede-se, um abraço e um agradecimento: "Vemo-nos por aí. Só quando tiver 70 anos é que vou tocar em casinos e hotéis e cantar As Time Goes By. É uma lição de vida."
P.S: No suplemento Ipsilon do Público de sexta feira passada, dia 29, está incluída uma entrevista a Jorge Palma, acompanhada por uma crítica ao álbum; e ainda..na RTP...n' O Primeiro de Janeiro...Sol...Fnac...revista NS de sábado, dia 30, incluída no Jornal de Notícias e Diário de Notícias...DN Madeira...Jornal de Notícias...Correio da Manhã...Diário Digital...Rádio Comercial...Jornal da Madeira...Destak..uma interessantíssima análise feita por Jorge Palma a cada tema do disco no Jornal de Letras de 4 de Julho...Focus...
* este post está em constante actualização dado o volume de informação a que vamos tendo acesso

quarta-feira, junho 27, 2007

Revisão crítica a Voo Nocturno

Jorge Palma está de volta três anos depois de “Norte” com um “Voo nocturno” especial.

O seu melhor disco, na sua própria concepção. “Este foi um disco que correu bem”. É assim que o próprio descreve o seu trabalho. Muito contente, com o resultado alcançado, nós também estamos. De facto o disco é uma pérola. Será discutível se será mesmo o melhor disco de Palma (“Só” continuará ainda a ser uma referência inolvidável), mas se não é, anda lá muito perto. Um disco intimista, construído com arranjos simples, gravado apenas pelo Jorge e os seus “demitidos”, é um disco quase acústico. Um convite a um eco social.
“Encosta-te a mim” é o single do álbum. Quanto a mim, não sendo a canção mais apelativa é uma bela balada de amor, típica de um Jorge maduro e pronto para finalmente, não só, se dar com toda a gente, mas se dar a alguém...
“Voo nocturno” é uma faixa retirada directamente do imaginário de Saint-Éxupery, e fala-nos de um Jorge que se sente mais leve do que o ar e que “só quer resistir”. É um belíssimo momento contemplativo e introspectivo onde a voz de Jorge é obrigada a atacar uma tassitura invulgarmente aguda para o próprio o que não deixa de ser um momento peculiar.
Segue-se “Rosa Branca”, e é um puro rock, com a guitarra eléctrica e o hammond organ a fazer-se ouvir. Um pequenino momento selvagem a lembrar aquele Jorge de outros tempos, do casaco de cabedal e da mota.
“O Centro comercial fechou”, é uma balada ao piano. O momento claramente mais pesado do disco é uma história social. Uma reflexão e uma intervenção aos momentos mais duros deste mundo, mostrando-nos o outro lado da vida, aquele menos bom, mas que também existe.
“Olá, cá estamos nós outra vez” é uma balada ociosa que atira para o passado. Jorge repega uma história antiga começada a contar num outro álbum e aqui dá-lhe uma continuação. Parecendo um mestre da banda desenhada ou do romance que vai buscar as referências antigas que já ninguém lembra e aparecem do nada no presente. A canção é melancólica e triste, mas por outro lado uma canção de esperança. Referências a Fausto ou a processos rítmicos utilizados pelos Da Weasel são assumidos.
“Abrir o sinal”, é um arranjo muito simples em que o Jorge toca o piano e a guitarra e é uma canção decalcada do um original inglês já composto há muitos anos atrás e agora recuperada. A técnica de reciclagem de material é sempre um bom recurso e Jorge sabe bem quando as coisas devem finalmente ver a luz e sair do baú. Belíssimo solo de piano, quase ao estilo de Jazz lounge.
“Gaivota dos Alteirinhos” é uma canção típica de Jorge, romântica que nos conta uma história claramente pessoal. A praia dos Alteirinhos é imaginada, e remete para uma experiência biográfica de Jorge. O acordeão nesta faixa empresta um novo tom a toda a canção tornando-a a mais étnica e a mais puramente portuguesa de todo o álbum.
Segue-se um inédito tema instrumental. Muito em jeito de chill-out lounge, quase um tema para ser incluído num disco do Buddha Bar. Jorge espraia-se pela melhor técnica do que aprendeu recentemente nas suas aulas no Hot Club em Lisboa.
“Vermelho redundante” é mais uma balada rock, desta vez com letra de Carlos Tê, é mais uma canção de amor, com laivos de sedução dos anos noventa.
“Quarteto da corda” é mais um petisco. Um jazz “maroto” e sedutor em que se conta uma história entre Justina e Baltazar que se entrecruzam com Cleia e Montolivo. Uma misturada das referências literárias de Jorge Palma. Um trocadilho amoroso e jocoso, com a tragédia misturada na criança que não sabe que não vai ter lar.
“Finalmente a sós” é o que se pode chamar um lamento rockado. Jorge, enérgico, grita a plenos pulmões e expande-se no infinito nesta faixa, onde a guitarra eléctrica e o hammond, condizentes, se mostram poderosos.
“A velhice” é uma pequenina canção de menos de um minuto a (quase) fechar o álbum. Um momento cénico resulta de uma colaboração para uma peça de João Lagarto e é um belo Dixie a fazer lembrar uma antiga colaboração também com João Lóio (E como eras linda).
Após tudo isto, uma faixa escondida, desta vez sem rabo de fora. Ruídos de rua começam-se a ouvir, após o que Jorge se apresenta a solo com a guitarra cantando uma naïf canção em inglês. Claramente um regresso ao passado, ao tempo em que ainda cantava no metro de Paris para ganhar o pão.
Jorge maduro, de bem com a vida e a recomendar-se, a mostrar o que de melhor sabe fazer. É sempre um prazer tê-lo a voar connosco.
Artigo de Tiago Videira

segunda-feira, junho 25, 2007

Entre "Norte" e "Voo Nocturno"...

Participações em álbuns:

Março de 2005: Tributo a Scott Walker- Angel of Ashes; Jorge Palma interpreta o tema "Two Ragged Soldiers".

Novembro de 2005: Couple Coffee- Puro; Jorge Palma interpreta o tema "Tapete Mágico".

Março de 2006: Sylvie C.- La Vie en Rose; Jorge Palma interpreta os temas " Petit valse de l'adieu", " Um abrigo luso" e "L'homme est un bipéde particulier".

Outubro de 2006: Brigada Victor Jara- Ceia Louca; Jorge Palma interpreta o tema "Chamarrita Zaragateira".

Fevereiro de 2007: Ala dos Namorados- Mentiroso Normal; Jorge Palma interpreta o tema "Bricabraque e Pechisbeque" juntamente com Zeca Medeiros e Nuno Guerreiro.

Março de 2007: Janita Salomé- Vinho dos amantes; Jorge Palma participa no tema " O Banquete", juntamente com Zé Carvalho, Rui Veloso, Vitorino e o próprio Janita, o intitulado "Coro dos amantes do vinho".
Palma de todos os cantos
"Livre para criar e ter prazer com a criação: essa parece ser a síntese de Jorge Palma. Por isso não hesita em abrir parênteses para colaborar, generosamente, em projetos nos quais acredita e se sente à-vontade.
A bordo de sua extrema versatilidade, Palma transita confortavelmente entre os mais variados gêneros e obras muito diferentes entre si. Nos três anos que separam “Norte” de “Voo Nocturno”, que chega às lojas na próxima semana, Palma emprestou voz, piano e interpretações elaboradíssimas a trabalhos de artistas tão distintos como Sylvie C., os Couple Coffee, a Brigada Victor Jara, Janita Salomé, Ala dos Namorados.
Jorge agrega a sua marca pessoal a esses trabalhos com enorme respeito pelos amigos que o convidam... e em todas as gravações fica evidente o prazer que ele tem em participar. Uma vez dentro do projeto, não há nada que o desanime: entrega-se em medo algum, salta de qualquer altura – e traz consigo tintas inesperadas, nuances que surpreendem até mesmo os compositores. E além de desafiar-se continuamente em mergulhos aos ritmos mais inusitados em suas próprias composições, seu talento de arranjador o faz enxergar o que fica melhor em cada caso e, assim, desenvolver melhor as potencialidades do conjunto.
E não há canção que, tocada por ele com a voz ou os dedos, não vire ouro. Vale seguir a lista e conferir, com direito a prazeres secretos e grandezas inesperadas."
"Palma de todos os cantos" por Maurette Brandt

sábado, junho 23, 2007

Jorge Palma à conversa na Antena 1

Sábado (22:07) e Domingo (18:08) Armando Carvalhêda e António Macedo conversam com Jorge Palma a propósito do novo disco "Voo Nocturno". Apesar de não ser uma entrevista inserida em nenhum programa concreto, penso que irá ser posteriormente colocada em podcast num espaço que dá pelo nome de "Entrevistas Antena 1".

Sábado às 22:07
Domingo às 18:07 (Repetição)

segunda-feira, junho 18, 2007

Jorge Palma filma entre amigos

"Voo Nocturno" chega em Julho
A realização do novo vídeo serviu para reunir a nata da música portuguesa


Prestes a editar um novo disco, Jorge Palma rodeou-se de amigos durante as filmagens do videoclipe do primeiro single "Encosta-te a Mim". Uma verdadeira festa.
Entre os convidados contaram-se Ana Mesquita, João Pedro Pais, Mafalda Veiga, Helena Coelho, João Gil, Manuel Paulo, Flak, Xana, Ana Bola, Zé Nabo, Aldina Duarte, Manuela Azevedo, Rui Reininho, Tim, Lia Gama, Lena D'Água, Margarida Pinto Correia, David Fonseca, Vitorino, Janita Salomé, Luísa Castelo Branco, Rui Veloso, J.P. Simões, o fadista Camané, entre outros (na foto aparece também Sérgio Godinho).
O resultado final poderá em breve ser visto nos programas da especialidade da televisão portuguesa. Entretanto, para gáudio da enorme legião de fãs de Jorge Palma, "Voo Nocturno", o próximo disco do compositor/cantor chega às lojas já a 2 de Julho.
In "êxito" (caderno do CM de 16.06.07)