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segunda-feira, dezembro 01, 2014

A Poesia dos Cantautores esta segunda-feira no Povo em Lisboa




POETAS DO POVO / POESIA E CANTAUTORES, com JORGE PALMA, ZECA MEDEIROS, SAMUEL ÚRIA, CLAÚDIA CLEMENTE e música de ROGÉRIO CARDOSO PIRES. Host: NUNO MIGUEL GUEDES.
Pode uma letra ser um poema? Um poema servirá como letra? E o que traz a musica ao discurso poético? Os escritores de canções que cantam a sua obra servem de pretexto para mais uma sessão dos Poetas do Povo. De Dylan a Cohen, com tanto pelo meio e a música para rimar.

22h

terça-feira, abril 15, 2014

Jorge Palma convidado de tertúlia em Silves no próximo dia 21




Jorge Palma, reconhecido compositor e intérprete, estará em Silves no próximo dia 21 de abril para participar no formato “Lado B”, dinamizado pela Biblioteca Municipal. O evento, que integra o programa oficial das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, terá lugar no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, pelas 21h00, contando com a participação especial do projeto musical algarvio Fad’Nu, composto por José Alegre na guitarra portuguesa e Cátia Alhandra na voz.
Num ambiente informal e intimista, Jorge Palma revisitará canções e livros que marcaram o seu percurso pessoal e profissional, numa tertúlia-viagem pontuada por vários momentos musicais interpretados ora pelo convidado (em improviso), ora pelo singular projeto Fad’Nu. A sessão contará ainda com outros ingredientes especiais.

Dadas as tolerâncias de ponto e feriados a decorrer nos próximos dias no âmbito da quadra festiva da Páscoa, os ingressos para o evento “Lado B: Jorge Palma”, a ocorrer no próximo dia 21 de abril pelas 21h00, no Teatro Mascarenhas Gregório em Silves, poderão ser adquiridos das seguintes formas:
na recepção da Biblioteca Municipal nos dias 16 e 17 de abril (no dia 17 apenas até às 12h30);
na recepção do Museu Municipal de Arqueologia entre os dias 16 e 20 de abril;
e no Teatro Mascarenhas Gregório, no próprio dia do evento (21 de abril), apenas a partir das 20h00.

Cada ingresso tem um custo associado por pessoa de 5 euros. Não há reserva de ingressos.
Os ingressos estão limitados à lotação do Teatro (150 lugares sentados).









domingo, dezembro 01, 2013

Biografia de Jorge Palma - Na Palma da Mão




Esta é a primeira grande viagem à vida de Jorge Palma, desde a infância aos dias de hoje. Um olhar sincero sobre todos os aspectos da sua vida: a criança dotada, os pais, a rebeldia do liceu, o "exílio" no colégio interno em Abrantes, os 4 irmãos que vivem no Brasil, a fuga para o Algarve, os Sindicato, a actuação no Festival Vilar de Mouros em 1971, Ary dos Santos, o exílio na Dinamarca, o casamento com Gisela Branco, o regresso a Portugal em 1974, as drogas, os discos, a ida para a estrada, o Metro de Paris, o segundo casamento, o álcool, os Palma's Gang, os Rio Grande, os Cabeças no Ar, a actuação no Tonic em NY, a importância da descoberta no Porto, dos Demitidos, grupo de músicos com que gravou o álbum "Norte" e que lhe foram apresentados por Mário Barreiros e o mega-sucesso que foi o álbum Voo Nocturno.
Tudo isto e muito mais, nesta obra da autoria de Pedro Teixeira, incluindo um vasto conjunto de fotos inéditas, na primeira biografia oficial de Jorge Palma que contou com a colaboração próxima do próprio músico e de um vasto conjunto de familiares, amigos e colegas de profissão.



Os interessados em adquirir o livro "Na Palma da Mão" devem enviar um e-mail para napalmadamao@jorgepalma.pt
O preço é de 17,50€ já com portes de envio incluídos - transferência bancária; ou 19,50€ por envio à cobrança.
O livro será comodamente enviado para a sua morada no prazo de 5 dias úteis.

quinta-feira, maio 12, 2011

BD Pop Rock Português com Jorge Palma amanhã com o DN e JN





A BD editada pela Tugaland em 2008 sobre Jorge Palma chega agora às bancas através da edição de amanhã do Jornal de Notícias e Diário de Notícias. Esta obra integra-se na colecção BD Pop Rock Português e inclui um cd que revisita o percurso de Jorge Palma.

Jorge Palma na BD Pop Rock Português amanhã com o JN e DN







A BD Pop Rock Português editada pela Tuga Land chega amanhã, dia 13 de Maio, às bancas com o Jornal de Notícias e Diário de Notícias. Esta edição além da vida e obra de Jorge Palma inclui um cd que revisita alguns dos seus temas mais emblemáticos ao longo de quase 40 anos de carreira.

sexta-feira, agosto 13, 2010

Jorge Palma declama poesia no Largo Camões

Hoje (13/8) pelas 21 horas no Largo de Camões em Lisboa, ocorre um evento diferente integrado no Festival dos Oceanos.
Jorge Palma e a sua companheira de longa data Rita Tomé, declamarão poesia de autores portugueses tais como Alexandre O'neill, Herberto Hélder e do próprio Jorge Palma.

sábado, maio 30, 2009

O fim do Verão - Jorge Palma

Depois chegou a escola, outro liceu, e quando chegou o fim do verão sobre a praia a gente tem de se deixar, talvez p'ra sempre.

Deu um pontapé numa folha e saiu-lhe uma pedra, daquelas saídas do chão. Teso, demasiado novo, à mercê dos ídolos. A miúda deu-lhe com um sorriso, o chavalo mais velho ganhou-lhe fortunas ao poker, imaginárias pois, que o pai mandou-o p'ra outro país imaginário ainda. Era o tempo dos gatos selvagens, o cavalo chegou-se à égua, ela a escoicear, ele a empinar e o puto a cair e a desmaiar. Depois chegou a escola, outro liceu, e quando chegou o fim do Verão sobre a praia a gente tem de se deixar, talvez p'ra sempre. Esquecer essa praia é difícil, deram cabo dela, não era uma praia, era uma fronteira linda entre areia e mar, sem barreiras. Homem a cantar na praia, no colégio interno, porque muita gente se estava a portar mal, putos a aprender física, matemática, música, e a esquecer essa praia, e os primeiros beijos sempre às escondidas nalguma folha de geografia. E ao lado dos soldados a caminho da guerra, ao som de B-Gees (Massachussets), sempre no fim do Verão, o miúdo a tentar ser desvirginado, até que conseguiu nalguma esquina malvada, um pouco tarde, entre o Sul e o Norte, na verdade não se sabe bem, mas foi mais pró centro. Quando lhe disseram que tinha uma obrigação, foi passear até à praia, esse puto não acredita no fim do verão.


Autor: Jorge Palma
in 365, nº26, Maio 2008
Fotografia:
"Na Palma da Mão" - Biografia

sábado, fevereiro 21, 2009

Jorge Palma - BD Pop-Rock português



...hoje, finalmente, comprei a BD dedicada a Jorge Palma, a 4a da colecção BD Pop-Rock português e desta feita, da autoria de Susa Monteiro... e pelo que folheei, não tem erros (como algumas anteriores que também adquiri :(( )... aliás, não conhecendo o Palma dos concertos, até parece que se trata de alguém bem diferente (em sintonia com a sua biografia oficial, que saiu recentemente).



Acho que o único senão é que da figura do Palma's gang não consigo reconhecer o Flak, o Alex, o Zé Pedro ou o Kalú... devem estar disfarçados... tal como o Tim, o Rui Veloso e o João Gil do Rio Grande...



A juntar ao relato da vida e obra de Jorge Palma estão dois textos do Tiago, compincha do blogue palmaníaco (a nossa grande vedeta aqui do burgo!!) e do João Carlos Callixto, autor do livro com os poemas escritos por Jorge Palma, Na Terra dos Sonhos... e ainda um texto de Pedro Teixeira, autor da Biografia Oficial......mas para além do livro, o cd contém alguns temas pouco conhecidos, como só mais uma história ou até mais não poder ser... e a sorte é que não tem o encosta-te a mim... :-)))) (e decerto que há muita gente que não o irá comprar, só por causa disso!!). Estou plenamente convencida, depois de ler o livro e ouvir o cd, o que é uma coisa difícil de conseguir nos tempos que correm... espero não ser a única!!



Já agora... aqui ficam os títulos dos 12 temas que integram o cd, com piano Q.B. para aguçar o apetite...


01-À espera do fim (live)
02-Obrigação/Meu Amor (não fiques agora para aí a dormir) (live)
03-Bairro do Amor
04-Essa miúda (live)
05- Estrela do mar
06-Até mais não poder ser
07-Cara d'anjo mau
08-Só mais uma história
09-Frágil (live)
10-Quem és tu de novo
11-Olá (cá estamos nós outra vez)
12- A gente vai continuar (live)

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Maxime 2008 - Uma apresentação (in)formal

Pode muito bem dizer-se que a noite de ontem correu ao ritmo de Jorge Palma.
10 de Dezembro de 2008, Cabaret Maxime, começa o espaço a encher lentamente com o aproximar das previstas 19 horas. Bar aberto, num espaço agradável, de tons avermelhados ou não fosse o Cabaret Maxime um cabaret.
Quando já estava toda a gente, eis que chega Jorge Palma, de semblante descontraído e feliz.
Não fosse a actividade, uma apresentação formal, de uma biografia oficial poderia dizer-se que éramos todos convidados de uma festa dada pelo próprio. A falta de uma mesa com flores ao centro e copos de água, era,por si só factor indicativo que o padrão da actividade não seria propriamente o regular.
Com as pessoas já sentadas nas mesas que davam para um palco que apenas continha um microfone em cima de um suporte, Jorge Palma ia passeando pela sala, ao som de "Essa Miúda", falando com os seus amigos e acedendo a todos os pedidos de autógrafos. Pois é, a sessão de autógrafos foi antes da apresentação poderá dizer-se.
A naturalidade do desenrolar dos momentos tornou "aquilo" interessante e descontraído, como o protagonista desta e de outras histórias. Às tantas alguém perguntava pelo Jorge Palma e ao encontrá-lo disse-lhe:" Vem alí ao palco com o Pedro (Pedro Teixeira, o jornalista escritor desta obra) só dizer qualquer coisinha, só dois minutos" ... -"Sim, sim é já, tenho só que ir alí falar com aquele senhor que já está à espera há tempo".

Discursou, o jornalista, explicando a aventura que foi fazer esta obra,contando peripécias e desencontros e acima de tudo frisando o imenso prazer que teve em fazê-la. E discursou o Jorge, num discurso improvisado, natural, reflectido obviamente, bonito. Este momento que normalmente é longo não durou mais do que 7 minutos distribuídos entre os dois.
Amável, dando a Palma da Mão a quem a desejasse, foi o Jorge Palma entre amigos, fãs, desconhecidos, personalidades. Num fim de tarde/noite (in)formal, que correu bem, que soube bem.
Resta ler a biografia... Será necessário?




Na Palma da Mão - Biografia de Jorge Palma

Nesta biografia de Jorge Palma, intitulada Na Palma da Mão, escrita pelo jornalista Pedro Teixeira participam mais de três dezenas de pessoas como os mais variados depoimentos.
Familiares: os filhos Vicente e Francisco Palma, a ex-mulher Graca Lami e a actual mulher Rita Tomé, a meia-irmã que vive no Brasil, Maria João Palma, a madrasta de Palma que vive igualmente no Brasil etc.
Músicos que com ele trabalharam em épocas mais distantes e outras mais presentes: Os músicos da sua "primeira" banda, os Sindicato, assim como Zé Pedro e Tim, Flak e Alex (R. Macau) Rão Kyao, Paco Bandeira, Paulo Gonzo, João Gil, Vitorino, Sérgio Godinho, Mafalda Veiga, Rui Veloso João Pedro Pais, Lena d´Água, Tonicha, Pedro Osório.
Antigos produtores discográficos: Carlos Cruz e Mário Martins
O grande amigo: João Gentil
A professora do Conservatório: Olga Prats
Manager: Manuel Moura dos Santos
A jornalista brasileira Maurette Brand
O palmaniaco: Tiago Branco
O Letrista Carlos Tê
etc, etc.


Esta é a primeira grande viagem à vida de Palma, desde a infância ao dias de hoje. Um olhar sincero sobre todos os aspectos da sua vida: a criança dotada, os pais, a rebeldia do liceu, o "exílio no colégio interno em Abrantes, os 4 irmãos que vivem no Brasil, a fuga para o Algarve, os Sindicato, a actuação no Festival Vilar de Mouros em 1971, Ary dos Santos, o exílio na Dinamarca, o casamento com Gisela Branco, o regresso a portugal em 1974, as drogas, os discos, a ida para a estrada, o Metro de Paris, o segundo casamento, o álcool, os Palma's Gang, os Rio Grande, os Cabeças no Ar, a actuação no Tonic em NY, a importância da descoberta, no Porto, dos Demitidos, grupo de músicos com que gravou o álbum "Norte" e que lhe foram apresentados por Mário Barreiros... e o mega-sucesso que tem sido este Voo Noctuno".
E isto é apenas um suspiro daquilo que o livro aborda.


Informação gentilmente disponibilizada por Pedro Teixeira, autor da obra.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Biografia de Jorge Palma - apresentação 4ªfeira no Cabaret Maxime




Na próxima quarta-feira, pelas 19 horas, terá lugar no Cabaret Maxime a apresentação da biografia oficial de Jorge Palma, " Na Palma da Mão". Esta obra é da autoria do jornalista Pedro Teixeira, com a chancela da editora Prime Books e contou com a colaboração do próprio Jorge Palma.
A apresentação da obra será feita na presença de Jorge Palma e Pedro Teixeira.
Entrada livre para todos os palmaníacos que queiram estar presentes neste marco do percurso de Jorge Palma.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Dia Internacional da Música

Qualquer Coisa Para a Música


Qualquer coisa para a música
Cinco mil reis, uma coroa ou um tostão
Mas se não tens dinheiro
Deixa lá, meu irmão
Se a nossa companhia te animou
Valeu a pena a canção

Qualquer coisa para a música
Cinco mil reis, uma coroa ou um tostão
Mas se não tens dinheiro
Deixa lá, meu irmão
Se a nossa companhia te animou
Valeu a pena a canção


"Qualquer coisa para a música", in Qualquer coisa pá música

1979, Jorge Palma

quarta-feira, junho 18, 2008

Inédito de Jorge Palma na revista 365

O número 26 da 365 conta com um texto inédito de Jorge Palma tendo como pano de fundo a temática do Verão.
Esta revista encontra-se à venda nas lojas Fnac, Bertrand, Almedina, entre outras livrarias pelo país.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

'Té Já- 30 anos

Ainda Há Estrelas No Teu Olhar (II)

Possas tu sempre ser
Um Homem Novo, sem preconceitos
Possas saber amar
Ver no espelho os teus próprios defeitos

Possas tu ter os ombros fortes
Para aguentar o peso da liberdade
E o coração de leão
Para não teres medo de encarar a verdade

Deixa-as viver, meu irmão...
Fá-las brilhar, meu irmão...
Ainda há estrelas no teu olhar


O
Blogue Palmaniaco encerra assim o ciclo de Letras do Álbum 'Té Já, sem poder deixar de referir que este álbum contempla um tema instrumental, " O amigo das plumas coloridas".


segunda-feira, janeiro 07, 2008

'Té Já- 30 anos

Há Sempre Alguém

A chuva varre as janelas do teu apartamento
A minha bagagem repousa ao abrigo do vento
E eu nem preciso de olhar para ti
Para saber o que esperas de mim
Tu queres-me fazer cumprir
Coisas que eu não prometi

Tu também sentes na pele o sopro da mudança
Mas ficas sentada na sala à espera da esperança
Aprendemos juntos a enfrentar o frio
Embarcámos juntos no mesmo avião
E agora tu queres parar...
Dormir na margem do rio

Mas, basta-me saber que há sempre alguém a lutar contra a corrente
Para me apetecer saltar
Ir nadar ao lado dele
Derretendo com o olhar
Todos os muros de gelo
E não consigo descansar
Enquanto não alcanço uma nova nascente

Dizes que não suportas ver-te sozinha ao relento
Mas tudo o que fazes é soltar o teu longo lamento
E eu vou para o meio da multidão
Não levo a virtude nem a salvação
Mas levo o meu calor
E uma guitarra na mão

E basta-me saber que há sempre alguém a lutar contra a corrente
Para me apetecer saltar
Ir nadar ao lado dele
Derretendo com o olhar
Todos os muros de gelo
E não consigo descansar
Enquanto não alcanço uma nova nascente

E quando te voltar a apetecer seguir em frente
Se me quiseres acompanhar
Canta uma canção de amor
Pinta os olhos cor de mar...
Põe no teu peito uma flor
Traz um amigo qualquer e vamos juntos abraçar o sol nascente

domingo, janeiro 06, 2008

'Té Já- 30 anos

Meio-Dia

Meio-dia...
Tudo continua igual nesta cidade
Onde tentam fazer de mim, o que eu não quero ser, não, não
E onde há sempre alguém que diz "agora é que vai ser...",
E o relógio diz meio-dia...
Como vai ser bom voltar às montanhas donde vim
Poder nascer de novo em plena liberdade
Onde há sempre alguém que diz "anda cantar..."

Cada dia mais distante
O meu irmão partiu
Cada dia mais ausente
A minha irmã ficou

Eu sei que um dia acabamos por nos reencontrar
Nalguma esquina sem luz, onde se queimem ilusões
Eu sei que um dia acabamos por nos cruzar
E dizer de novo... adeus

Cada dia mais distante
O meu irmão partiu
Cada dia mais ausente
A minha irmã ficou

Eu sei que um dia acabamos por nos reencontrar
Nalguma esquina sem luz, onde se queimem ilusões
Eu sei que um dia acabamos por nos cruzar
E dizer de novo ......'TÉ JÁ!...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

'Té Já- 30 anos

A Bem da Nossa Civilização

Quando há pouco te ouvi conversar
Foi um prisioneiro em quem o carcereiro pode confiar
Quem eu ouvi falar

Mas os pontapés que vais evitando
Não se perdem, não, e é o teu irmão quem os vai apanhar
Desculpa estar-te a lembrar...

As coisas podem nunca parecer o que elas são
E é por isso que tu vais engolindo toda a droga que eles te dão
E se um dia fazes ondas de mais, tiram-te a ração...
A bem da nossa civilização!

Quando alguém tenta convencer-te
Que o dever é agir conforme o que ele decidir, ele não te está a ajudar
Ele só te está a usar...

A confusão aumenta em teu redor
E não te deixa abrir, não te deixa sentir que só tu podes saber
O que tens a fazer

As coisas podem nunca parecer o que elas são
E é por isso que tu vais engolindo toda a droga que eles te dão
E se um dia fazes ondas de mais, tiram-te a ração...
A bem da nossa civilização!

As coisas podem nunca parecer o que elas são
E é por isso que tu vais engolindo toda a droga que eles te dão
E se um dia fazes ondas de mais, tiram-te a ração...
A bem da nossa civilização!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

'Té Já- 30 anos

O Bairro do Amor

No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém.
O bairro do amor foi feito a lápis de côr
Por gente que sofreu por não ter ninguém.

No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?


Eh pá , deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão.
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair um pouco
Eu sei que tu compreendes bem.

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar.
No bairro do amor o Sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há hotéis, nem hospitais.
No bairro do amor cada um tem que tratar
Das suas nódoas negras sentimentais.

Eh pá , deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão.
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair um pouco
Eu sei que tu compreendes bem.

Bairro do Amor: Entre o Guincho e a Parede, antes do primeiro, depois da segunda. Estás a compreender?"
Jorge Palma (no livrete do álbum Palma's Gang - Ao Vivo no Johnny Guitar)

terça-feira, janeiro 01, 2008

'Té Já- 30 anos

Quando A Gente Lá Chegar

Trocaram o primeiro olhar numa manhã de Verão,
Quando a cidade se agitava em plena confusão.
Ela sorriu, ele sorriu e tudo foi tão natural
Que eles não perderam mais tempo e arrancaram em direcção ao Sol.

Ah! Quando a gente lá chegar
A coisa vai ter outra dimensão.
Ah! Quando a gente lá chegar
A coisa vai ter outra dimensão.

Treparam por degraus de espuma e mergulharam na luz.
Gotas de orvalho vieram brincar sobre os dois corpos nus.
O tempo parou, a guerra acabou e o Mundo era um grande jardim
Onde se ouvia uma estranha sinfonia sem princípio nem fim.

Ah! Quando a gente lá chegar
A coisa vai ter outra dimensão.
Ah! Quando a gente lá chegar
A coisa vai ter outra dimensão.

A pouco e pouco a terra voltou de novo a girar
E o tic-tac do relógio não tardou a soar.
Ela sorriu, ele sorriu e tudo foi tão natural
Que eles nem disseram adeus quando a noite chegou para os separar.

sábado, dezembro 29, 2007

'Té Já- 30 anos

Meu Amor (agora não fiques para aí a dormir)
Meu amor,
Parece que agora vou seguir sem ti
Subir e descer,
Correr na lama e voar outra vez...

Sei muito bem onde quero chegar
E sei que não há tempo a perder
Que a tua voz me possa encorajar!


Meu amor,
Agora não fiques para ai a dormir...
Um fato de marinheiro
Não chega para se entender o mar.

Espero que aprendas bem a remar
E espero que a luz do teu farol
Te possa sempre iluminar!