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segunda-feira, agosto 11, 2008

Jorge Palma ao vivo no Coliseu dos Recreios na RTP1

O concerto gravado em Novembro passado, integrado na digressão Voo Nocturno, será transmitido na próximo 3ªfeira, à meia noite na RTP1. Neste concerto Jorge Palma percorreu os temas do novo álbum, bem como os velhos clássico, à guitarra ou ao piano acompanhado pelos seus Demitidos.

domingo, agosto 10, 2008

Jorge Palma em directo do Sudoeste

Hoje, por volta das 21 horas, Jorge Palma actuará no Sudoeste com possível transmissão em directo através da SIC Radical, estejam atentos.

terça-feira, julho 29, 2008

Jorge Palma em entrevista à Douro FM

Amanhã, dia 30 de Julho, durante a emissão da tarde irá ser transmitida uma entrevista a Jorge Palma que pode ser ouvida na emissão online da Rádio Douro FM.

sábado, junho 07, 2008

Jorge Palma e Tim no Rock in Rio 2008

Cronologia do espectáculo:

20:01
Tim entra em palco para o último concerto de hoje do Sunset. "Um concerto inesquecível", anuncia uma voz das colunas.

20:04
O recinto conta com a maior concentração de espectadores da tarde de hoje.

20:08
As primeiras canções apostam em tons calmos e pacatos, distantes das do concerto dos Xutos & Pontapés no domingo passado.

20:12
Tim agradece a presença do público antes de apresentar a próxima canção, "O Último Barco".

20:16
Os ritmos apaziguados da música de Tim vão embalando o público que ocupa agora todo o espaço do recinto.

20:20
O vocalista dos Xutos & Pontapés instalou já sem dificuldades um ambiente de boa disposição, reforçado agora com a entrada em palco de Jorge Palma.

20:23
O ritmo continua calmo. Aos primeiros acordes da música Estrela do Mar, de Jorge Palma, a assistência bate palmas.

20:29
Tim anuncia o próximo tema, Voo Nocturno, como uma música feita para sobrevoar Lisboa e para conseguir ver todos, disse dirigindo-se para a assistência.

20:32
Num registo bem diferente do concerto dos Xutos e Pontapés, Tim e Jorge Palma cantam o clássico Circo de Feras e assistência reage efusivamente.

20:36
Depois a maior salva de palmas ouvida neste concerto, Tim respondeu ao apelo das pessoas "E salta Tim e salta Tim" com um "e salta público , e salta público". O êxito mais recente de Jorge Palma, Encosta-te a Mim, é a música que se segue.

20:43
O Fado do Encontro, música que Tim cantou em dueto com Mariza, foi baptizado agora pelo vocalista dos Xutos e Pontapés de Blues do Encontro, Para ajudá-lo na tarefa chegou Manuel Paulo , da Ala dos Namorados.

20:49
Zé Ricardo, programador do palco Sunset, entra em palco para cantar com Tim e Jorge Palma a música Frágil.

20:53
À Minha Maneira, dos Xutos e Pontapés, é até agora o momento mais rock deste concerto. Zé Ricardo, Tim e Jorge Palma cantam este clássico da música portuguesa.

20:57
O concerto termina com um abraço entre Tim e Jorge Palma. Quando vêm agradecer à frente do palco, Tim pega num bebé e ergue-o. Decidem tocar mais uma música, acedendo aos pedidos do público.

20:59
Circo de Feras é de novo cantada no Palco Sunset. Tim pede ao público para ajudar Jorge Palma desta vez.

21:03
O concerto de Tim e Jorge Palma termina sob uma chuva de aplausos. O último concerto do Palco Sunset foi o mais concorrido da tarde e foi também um encontro de amigos de longa data.

fonte: rock in rio

Entrevista final


Mais tarde serão colocadas fotos, filmes, e uma breve opinião sobre o concerto.

sábado, abril 12, 2008

Concertos@Optimus: Jorge Palma em Évora

"Voo a média altitude em noite serena.

Foi uma plateia bem recheada aquela que recebeu de braços abertos o sempre imprevisível Jorge Palma na Arena d’Évora. Com o sucesso do multi-platinado Voo Nocturno bem presente, o músico não se fez rogado e apresentou um alinhamento bem marcado por canções do passado. Revezando-se entre o piano e a guitarra acústica, Palma apresentou-se corajosamente sozinho, acompanhado apenas pelo filho Vicente Palma em alguns temas.



Depois de uma entrada discreta em palco, o músico agradeceu as boas-vindas do público com os versos emblemáticos do clássico «Hit the Road Jack». Parco em palavras, iniciou o concerto com «O Meu Amor Existe», servido em guitarra furiosamente arranhada. Alguém no público ri no final da canção e com uma jocosidade desarmante, Palma responde: «É tão bom ser palhaço. Quando se ganha bem então…». Irrompe entre gargalhada geral o «Tempo dos Assassinos».




Palma senta-se então ao piano e, em jeito clássico, dilui-se por entre os versos encantatórios de «Voo Nocturno» e deambulações instrumentais. O velhinho «Frágil» tem coro assegurado pelo público e a mestria ao piano rende-lhe os primeiros aplausos entusiastas da noite. Entre imperceptibilidades e improvisos, a voz de Palma vai-se soltando e alia-se à força das teclas para o emblemático e velhinho «Só».

A pausa para a água descamba em risada quando o músico pede «Agora a seguir queria uma cerveja, se faz favor». Bem concentrado e com melodia solene em pano de fundo serve o fantástico «Disse Fêmea», um dos momentos altos da actuação. «Dá-me Lume» desponta – o público colabora na hora – e mesmo com algumas nuances menos felizes, soa belíssimo como sempre.

Quando surgem «Valsa dum Homem Carente» e «O Centro Comercial Fechou» (primeiro regresso a Voo Nocturno) a audiência já está completamente rendida. É então que Palma apresenta Vicente e troca novamente para a guitarra, entregando as teclas ao filho. Ainda em modo Voo Nocturno apresenta «Abrir o Sinal», dá um novo e prolongado golo na cerveja e de rajada toca «Jeremias, o Fora da Lei», «Na Terra dos Sonhos» e «Maçã de Junho», resgatados ao passado para serem apresentados a duas guitarras e em duelo vocal.




Novamente sozinho, Palma exclama: «É, vou tocar esta», ri-se e ataca «Encosta-te a Mim». Um ligeiro percalço de dicção e o tema que anda nas bocas de meio mundo faz despontar um coro afinado que sobe de tom para acompanhar o piano. Vicente regressa ao palco para «A Gente Vai Continuar» e a despedida faz-se a dois e com o público a aplaudir em pé. Em encore, a versão dramática agridoce de «Canção de Lisboa», com final acelerado, e «Vermelho Redundante», tema co-escrito por Carlos Tê para Voo Nocturno encerram o concerto em beleza.

Jorge Palma provou, mais uma vez, que consegue transformar as suas fraquezas em forças. A voz sedutora, o piano tocado primorosamente e a atitude descontraída conquistam qualquer um. Voo Nocturno pode ter acordado o público novamente para um músico ímpar, mas em abono da verdade são os temas do passado que o asseguram, aos olhos de todos, como um dos nomes mais importantes de sempre da música nacional."

Alinhamento:

«O Meu Amor Existe»
«Tempo dos Assassinos»
«Voo Nocturno»
«Frágil»
«Só»
«Disse Fêmea»
«Dá-me Lume»
«Valsa dum Homem Carente»
«O Centro Comercial Fechou»
«Abrir o Sinal»
«Jeremias, o Fora da Lei»
«Na Terra dos Sonhos»
«Maçã de Junho»
«Encosta-te a Mim»
«A Gente Vai Continuar»
____

«Canção de Lisboa»
«Vermelho Redundante»


Texto: Mário Rui Vieira
Fotos: Jorge Padeiro/agenciazero.net

Fonte: blitz

sábado, março 08, 2008

Jorge Palma fala de Voo Nocturno, de Encosta-te a Mim e do seu actual panorama artístico

Na entrevista que Jorge Palma deu ao SAPO em sua casa, afinal a conversa não se ficou pelo concerto que se realizaria no CCB.
Desse mesmo registo chega-nos agora uma análise do próprio artista ao seu sucesso actual, ao fenómeno Encosta-te a mim... e para saber mais, basta assistir ao vídeo.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Jorge Palma revela detalhes do concerto no CCB

Jorge Palma actua esta sexta-feira, dia 29, no Centro Cultural de Belém, num concerto único intitulado "Carta Branca a Jorge Palma". O SAPO foi a casa do cantor/compositor e tentou saber mais pormenores do espectáculo, já esgotado, que contará com a colaboração de um quarteto de cordas.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Jorge Palma no Seixal ( actualização )

Na continuação da reportagem do Concerto no Seixal publicada a 26/1/2008 pelo Blogue Palmaníaco, chegam-nos agora, e como prometido mais fotografias e não só...

Clicando aqui podem aceder à edição de 9 de Fevereiro do Jornal do Seixal gentilmente enviado ao Blogue pela jornalista Mónica Almeida. Na página 13 deste mesmo podem ler uma reportagem da referida jornalista que inclui uma entrevista ao Jorge Palma. A mesma reportagem poderá também ser facilmente lida no blogue da jornalista.

Aqui fica um álbum com algumas fotos deste dia:

Jorge Palma no Seixal


Clique aqui para ver as fotos em full screen.

O Blogue Palmaníaco agradece a Mónica Almeida todos os documentos e imagens cedidas.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Jorge Palma no Jornal de Notícias

A revista Viva +, desta sexta feira tem como capa Jorge Palma. No interior pode-se ler uma entrevista em que o músico aborda o seu percurso e lança os seus objectivos para 2008.

Jorge Palma junta-se ao movimento UPA

O movimento UPA pretende combater a discriminação dos doentes mentais. E os Artistas portugueses vão gravar 10 duetos alusivos ao tema.
Xutos & Pontapés, JP Simões, GNR, The Gift, Da Weasel, Mariza, Clã e Jorge Palma são alguns dos artistas que aceitaram participar no Movimento UPA.
A partir de Janeiro, e ao ritmo de uma música por mês, serão dadas a conhecer várias canções gravadas em dueto pelos músicos.

Jorge Palma fará dupla com os Clã.

O projecto, em cuja concepção participou Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, terá direcção artística e produção de Nuno Rafael (Humanos, Sérgio Godinho).
Cada um dos temas a gravar tem por inspiração duas palavras (e realidades) antagónicas. As músicas estarão disponíveis no site da Encontrar-se - Associação de Apoio às Pessoas com Perturbação Mental Grave.

Aqui fica o alinhamento previsto:

Janeiro - Xutos & Pontapés + Oioai (discriminar/integrar)
Fevereiro - Rodrigo Leão + JP Simões (negar/assumir)
Março - Camané + Dead Combo (separação/união)
Abril - GNR + The Gift (medo/compreensão)
Maio - Sérgio Godinho + artista por confirmar (culpa/tolerância)
Junho - José Mário Branco + Mão Morta (vergonha/aceitação)
Julho - Da Weasel + artista a confirmar (dependência/autonomia)
Agosto - Paulo Gonzo + Balla (ofender/respeitar)
Setembro - Mariza + Boss AC (desespero/esperança)
Outubro - Jorge Palma + Clã (solidão/fraternidade)

in
Blitz

domingo, dezembro 30, 2007

Jorge Palma recebe o Duplo Platinado "Voo Nocturno" Video

Como o Blogue Palmaniaco tinha reportado, Jorge Palma recebeu no dia 22 de Dezembro em directo no programa Herman Circo o disco de dupla platina. Ficam aqui as imagens desse momento.



Imagens gentilmente cedidas por: http://hermanjose.blogs.sapo.pt/

domingo, dezembro 23, 2007

Jorge Palma recebe o Duplo Platinado "Voo Nocturno"

Foi ontem à noite em directo no programa "Herman Circo" que Jorge Palma recebeu das mãos do humorista Herman José o galardão de dupla platina pelo seu mais recente trabalho Voo Nocturno. Jorge Palma mostrou-se muito feliz abraçando o humorista e dizendo " Com este acertei na mouche!". Depois sentado ao piano, brindou o público com uma original interpretação de Encosta-te a mim. Original na maneira de cantar e de tocar, diferente do normal. Jorge Palma teve ainda espaço para inserir nesta interpretação alguns versos de "With or without you" dos U2.
A sua actuação valeu-lhe múltiplos aplausos por parte do público que mais uma vez se empolgou com este Encosta-te a mim.

sábado, dezembro 22, 2007

Jorge Palma na Blitz de Janeiro


Saiu hoje, antecipadamente, a BLITZ do mês de Janeiro. A propósito da re-edição do LP "Como uma viagem na palma da mão", Jorge Palma é o destaque da rúbrica "espelho retrovisor", sendo feita uma retrospectiva dos verdes anos do mestre entre 1965 e 1975. Trata-se de um relato que vai desde o exílio na Dinamarca, aos primeiros concertos em Portugal. É ainda de destacar que "Voo Nocturno", foi considerado pelos leitores da BLITZ o segundo melhor álbum português do ano de 2007, estando "Dreams In Colour" de David Fonseca em primeiro lugar.

domingo, dezembro 09, 2007

"Boa Noite Alvim" com Jorge Palma

Jorge Palma e Merche Romero serão esta semana, convidados de Fernando Alvim, no seu programa semanal Boa Noite Alvim, na Sic Radical. Terça Feira ás 23horas.

O programa repete quarta-feira às 02.00h, quinta-feira às 05.00h e domingo às 23.00h.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Jorge Palma na Rádio

Em 2004 , na Antena 1, no programa "1001 Escolhas":

Jorge Palma, numa longa conversa, fala a Madalena Balsa acerca do livro, da banda, do filme, da peça de teatro e da viagem da sua vida. Este link é uma reposição de outro colocado na altura, e que se encontrava inactivo.
Clicar aqui para download.


A 21 de Setembro de 2007, na R.F.M, no mesmo dia em que subiu ao palco do Centro Cultural Olga Cadaval, Jorge Palma foi acordar Portugal no "Café da Manhã":


Jorge Palma falou à R.F.M sobre o seu novo single, a sua guitarra roubada, protagonizando ainda momentos inéditos como uma imitação de Rui Reininho e uma versão modificada de Encosta-te a Mim. Demonstrou ainda, um brilhante domínio da língua italiana, entre outros hilariantes momentos.
Clicar aqui para download.

Imagem retirada de: http://www.rfm.pt/

André Sebastião
Luís Gravito

sábado, novembro 24, 2007

"Jorge Palma leva Coliseu do Porto ao delírio

Obrigado por seres assim
Obrigado por existires, obrigado por seres assim, Jorge Palma. Este bem podia ser o grito de um Coliseu do Porto a abarrotar e que vibrou o tempo todo com o concerto protagonizado pelo autor de «Voo Nocturno». Ao fim de mais de duas horas de concerto, o público que lotou o Coliseu do Porto ovacionou de pé Jorge Palma, que protagonizou um grande concerto, em que apresentou o seu mais recente álbum, «Voo Nocturno», mas ofereceu ainda mais algumas pérolas do seu vasto repertório. Do disco editado este ano, apenas ficou de fora «A Velhice», que é coisa que parece não tocar Jorge Palma, que apesar da passagem do tempo mantém uma jovialidade e energia em palco impressionantes. Perante uma plateia entre os oito e os 80 anos – era grande a fatia de público cuja idade roçava a do artista (57 anos), ou a ultrapassava mesmo –, Jorge Palma foi igual a si próprio, ou seja, boémio, desembargado, (etilicamente) bem-disposto e tirando sempre um enorme gozo de todos os instantes em palco. As duas noites de concerto no Coliseu de Lisboa que antecederam a vinda à Invicta assassinaram, e de que maneira, a voz de Palma, mas mesmo assim o seu empenho foi notável. “Gostava de estar um bocadinho melhor da voz… mas a gente está a divertir-se na mesma”, referiu a determinada altura, tendo anteriormente atirado: “Já ia um tinto… Tinto é bom”. Após degustar o precioso líquido, o certo é que a voz ficou mais aconchegada e o concerto prosseguiu com a empatia palco/plateia a ser perfeita. Isto sem antes o público ter ficado algo desconfiado com a falta de voz de Palma. Porém, a qualidade das composições e a forma abnegada com que Jorge Palma e Os Demitidos se entregam à interpretação das canções tudo passa para segundo plano. Daí, que o público, apesar de tudo, ficasse rendido desde os primeiros acordes de «Rosa Branca», tema que abriu o concerto. Por entre as canções de «Voo Nocturno», Jorge Palma, que se dividiu entre a viola e o piano e que contou com diversos convidados – como o filho Vicente Palma, o acordeonista Gabriel Gomes, ou o guitarrista Flak – desfiou ainda alguns dos seus temas mais marcantes. «Frágil», Deixa-me rir», «Dá-me lume», «Bairro do amor», «Tempo dos Assassinos», «Dormia tão sossegada», «Só», «Escuridão (vai por mim)», «Disse fêmea», «Só mais uma história», «Portugal, Portugal», ou «Acordar tarde» (poema de Al Berto) foram alguns dos momentos que mais entusiasmaram o público. A anteceder o «encore» – «Canção de Lisboa» e «A gente vai continuar» – Jorge Palma foi convidado pela presidente da Associação de Planeamento da Família, Manuela Sampaio, para sócio honorário da instituição… É caso para dizer: “Siga a valsa"..."

quarta-feira, novembro 21, 2007

Coliseu dos Recreios na Comunicação Social


(imagem cedida por Mário Ferreira)

Jorge Palma no Coliseu dos Recreios


Com uma grande plateia VIP, Palma merecia mais feedback do público! Principalmente quando se senta ao piano e mostra porque é que é um dos melhores músicos portugueses!

Primeiro impacto ainda antes do concerto: estranheza!

Estava eu a acabar de arrumar o carro e noto muito pessoal mais velho (com os seus 40 e 50 anos) com um estilo muito “tio” e “tia” e mesmo os mais novos com o seu polozito e tudo muito bem arranjado.Pensei eu com os meus botões: “Queres ver que me enganei no concerto??” . Andei mais uns passos e finalmente começo a encontrar o pessoal novo, com um ar mais maltrapilho (como eu, no fundo...).

A entrada no Coliseu confirmou mesmo esta primeira impressão: o público de Jorge Palma é tão heterogéneo quanto possível: temos os tios, as tias, os freaks, os nerds, os velhos, os novos, os homens e as mulheres.

Jorge Palma é hoje consensual. Sempre considerado pela crítica como um músico brilhante e autor das canções mais fantásticas da música portuguesa, a imagem de boémio nunca o largou e chegou a passar a certa altura a imagem de “cantor marginal”. Mas por volta de 2002, 2003 (na altura do Best of e do disco ao vivo “No tempo dos assassinos”), parece que toda a gente acordou para a vida! Inclusive as rádios (ou se calhar, principalmente as rádios!!). E foi justamente com a abertura de “RFM apresenta...” que se iniciou o concerto.Irónico, não??

Antes disso, um pequeno aparte para a lista VIP que eu tenha visto. Era “só” composta por: Ricardo Araújo Pereira, David Mourão Ferreira, João Afonso, Pedro Rolo Duarte, Olavo Bilac, Fernando Cunha, Zé Pedro e o grande mestre Sérgio Godinho (a quem todos, sem excepção, fizeram questão de ir cumprimentar)!! Estes foram apenas os que eu vi. Mas imagino que houvessem mais, muitos mais. O que também mostra a amizade que existe entre os músicos portugueses (bem evidente também no vídeo de “Encosta-te a mim”).

Com os seus Demitidos e apresentando o seu último disco, Jorge Palma “ataca” a audiência com “Rosa Branca”, sendo que a restante setlist foi a seguinte: “Voo Nocturno”, “Só”, “Vermelho Redundante”, “Quarteto da Corda”, “Norte (o meu)”, “Olá (Cá estamos nós outra vez)”, “Abrir o Sinal”, “Bairro do Amor”, “Encosta-te a mim”, “Frágil”, “Dá-me Lume”, “O Centro Comercial fechou”, “Valsa de um homem carente”, “Estrela do Mar”, “Gaivota dos Alteirinhos”, “Casa do Capitão”, “Finalmente a sós”, “Portugal, Portugal” e como encore “Canção de Lisboa” e “A Gente Vai Continuar”.

Momentos altos?

Desde o primeiro arrepio com “Só” ao aplauso profundo e sentido à melhor música do seu último álbum “Olá (Cá estamos nós outra vez)”. Se em álbum, esta música tem um crescendo fantástico, ao vivo é completamente avassalador. Se juntarmos a isto um jogo de luzes muito bem conseguido, temos claramente um dos melhores momentos da noite!

Além disso, houve o já habitual esquecimento da letra por parte de Jorge Palma (desta vez calhou em “Dá-me Lume”) aplaudido por todos! Para o final, em “Portugal, Portugal” juntaram-se 4 guitarras em palco, sendo que uma delas era a de Flak dos Rádio Macau!

Pontos fortes?

Palma ao piano! Não é que a banda não seja boa. Bem pelo contrário. Mas é com Palma sentado ao piano, com as luzes focadas nele que a sua música ganha toda uma aura fantástica! “Só”, “Bairro do Amor”, “Estrela do Mar”, “Canção de Lisboa” e “O Centro Comercial fechou” são disso exemplos gritantes!! Momentos arrepiantes!

Pontos fracos?

Pareceu-me existir alguma “vergonha” do público em acompanhar Jorge Palma. Palma foi comunicativo q.b, mas tirando umas “bocas” que o pessoal ia mandando e que Palma respondeu sempre à letra, o público esteve um pouco apagado. Jorge Palma merecia mais.Ah, e outro ponto fraco: não houve “Terra dos Sonhos”...Falha grave! Lol

Moral da história?Palma esteve bastante bem, a setlist foi muito bem escolhida e Palma conseguiu sempre imprimir um ritmo muito forte à actuação! As músicas do novo álbum também ajudam muito porque realmente estão muito bem conseguidas.

Se calhar, merecia um pouco mais de “público” que puxasse mais pelas músicas e que não fosse apenas o “aplauso da ordem” no final de cada uma delas. E se calhar, esse público também deveria ter ouvido um pouco de Jorge Palma antes de ir para o concerto.

Sei que Palma está na moda e que começa a ser “in” ir ver Jorge Palma. Mas já agora, façam o trabalho de casa e ouçam uns disquitos dele...


RobertNaja, hoje às 9:58 Editado por Blitz


( agradecimento a Ana Coelho)



Jorge Palma : Em voo rasante no Coliseu dos Recreios


Poeta, cantor, desalinhado. Autor e compositor e um mestre a criar canções. Um mestre da palavra escrita e cantada. Um cantor que ganhou asas e voou. Num voo nocturno.
A entrada em palco foi tranquila. De guitarra na mão apresentou-se ao público com «Rosa Branca». Um momento de rock para abrir o concerto esgotado, de ontem à noite, no Coliseu dos Recreios.
E assim começou uma espécie de voo rasante sobre o amor, confirmado logo na música seguinte: «Voo Nocturno». A faixa que deu o nome ao último álbum foi retirada do imaginário de Saint-Éxupery e fala-nos de um Jorge Palma que se «sente mais leve do que o ar». E que não resiste - «sem saber resistir (...) não sei onde vou acordar».
Jorge Palma é um poeta de voz rouca. Um homem de palavras escritas. Escritas para cantá-las. Mas um homem de poucas palavras em palco. Talvez porque jurou fidelidade à escrita, viajou de música em música à guitarra ou ao piano sem grandes comentários. Não é um show man. Pelo contrário. Aparenta simplicidade mas muita sensibilidade. E foi dando pistas: «Só por existir/Só por duvidar/Tenho duas almas em guerra/E sei que nenhuma vai ganhar» disse-nos no tema «Só».
«Vermelho redundante» e «Quarteto de Corda» foram os temas que antecederam o primeiro desabafo ao microfone «É tão bom!». Uma resposta de Jorge às palmas que traduziram desde cedo o agrado do público.
«Olá (cá estamos nós outra vez)» foi o primeiro momento intimista da noite. Sentado ao piano desafiou as notas para acompanhar «Entre o ócio e as esquinas/Ganhei o vício da estrada». Um tema melancólico com uma batida forte.
As palmas, essas, também foram fortes, mas mesmo assim não conseguiram abafar o grito de alguém da plateia «Ó Jorge!» O músico respondeu: «Mas não sei o teu nome...»
Mas o público sabia e acompanhou em coro «o Bairro do amor». Jorge pareceu contente, soltou um grito e agradeceu ao amigo Cristovão, à Inha e à Paula Freitas todo o apoio.
Também não esqueceu o público e aproveitou para finalmente o brindar com o tão desejado «Encosta-te a mim».
O passado foi ainda revisitado com os temas «Frágil» e «Dá-me lume» que antecederam o momento de passar à crítica social. «O Centro Comercial fechou» é uma balada tocada ao piano que vai contando uma história. Do passado e do presente porque «enquanto houver saúde/há que cuidar do aspecto, fazê-lo parecer natural/por mais que seja cruel, não há ninguém que ajude».
«Valsa de um homem carente» e «Estrela do mar» antecederam «Gaivota dos Alteirinhos». Um tema que nos fala da praia dos Alteirinhos, na Zambujeira do Mar, um paraíso do qual Jorge Palma é fã, foi acompanhado pelo som do acordeão de Gabriel Gomes.
E não faltou o pássaro que assim voltou ao cenário. Ao longo de todo o espectáculo o público pode observar o mesmo pássaro que surge na capa do CD a surgir e a desaparecer do cenário. Os mais criativos podem imaginá-lo a voar sobre o palco e a pairar, sempre que solicitado, por cima da cabeça de Jorge Palma. Uma imagem projectada que dá ao público mais atento a sensação de movimento. Como se de um voo se tratasse! Um voo nocturno
«Ai, Portugal, Portugal/De que é que tu estás à espera?» ganhou ritmo para a despedida de Jorge Palma e a banda «Os Demitidos». Vários focos de luzes a rodar na direcção da plateia anunciavam o fim do espectáculo. Porque depois de apresentar os músicos um a um, Jorge Palma abandonou o palco sem mais palavras.
Essas ficaram bem guardadas para serem cantadas no único encore da noite. Depois dos aplausos insistentes da plateia, Palma regressou e afirmou ir cantar apenas mais «duas para a estrada». A mesma a que a meio do concerto se referiu dizendo que «pode matar, mas dá muito gozo!»
«Canção de Lisboa» foi um tema dedicado aos lisboetas que disseram presente no Coliseu dos Recreios mas «A gente vai continuar» encerrou definitivamente o espectáculo. Talvez um aviso à navegação: «Enquanto houver estrada para andar, A gente vai continuar»


Reportagem de Irene Pinheiro, in http://www.musica.iol.pt/


Jorge Palma no Coliseu dos Recreios: Frágil



O que poderia ter sido uma noite de festa acabou transformada em semi-desilusão. As brilhantes canções de Jorge Palma acabaram atraiçoadas por algum desleixo, evitável.
Dizem as más-línguas que já não tem graça ver Jorge Palma em cima de um palco sem estar ébrio, incapaz de encontrar o microfone ou sequer de não acertar uma letra. Não terá sido que se passou nos Coliseus dos Recreios mas a noite de celebração de uma carreira acabou por se ficar pela intenção.
Com a voz afectada por uma faringite aguda e um espectáculo mal preparado, foi difícil disfarçar algumas das fragilidades que Jorge Palma apresentou ao longo do seu percurso. «Vamos ver o que esta dá», disse a determinado momento, mas a responsabilidade era demasiado grande para entregar aquele momento ao acaso.
O alinhamento incoerente e com demasiadas pausas entre as canções quase fez esquecer brilhantes passagens por «Frágil», «Só» e «Na Terra dos Sonhos». De resto, foi sozinho, sentado ao piano, que Jorge Palma, mais uma vez, se mostrou à vontade, ao contrário do tempo em que foi acompanhado pelos Demitidos.
Não se trata de uma questão de falta de qualidade da banda, bem pelo contrário, mas de interacção, para que desastres como «Dá-me Lume», sejam evitados. De resto, a duração reduzida do espectáculo (cerca de uma hora e meia) acabou por não ser contestada pelo público, o que não é um bom sinal.


Davide Pinheiro, in Diário Digital


(agradecimento a Maurette Brandt)


Palma em lume brando


Jorge Palma apresentou-se, anteontem, em palco perante um Coliseu dos Recreios lotado e durante cerca de hora e meia desfilou uma série de êxitos antigos, cruzados com as novidades do recente disco, "Voo nocturno".

Na plateia, o público raramente manifestou extâse, além, claro, dos habituais aplausos da praxe. Nesse sentido, o ambiente da sala foi sempre morno.

Habitualmente conotado com uma postura ébria, displicente e até irresponsável, dir-se-á que, desta vez, Jorge Palma até se portou bem. Mandou uma ou outra piada, respondeu a um ou outro comentário do público, mas não armou grandes fitas - e ainda bem.

Todavia, e como seria de esperar, foi notório que a assistência reagia melhor aos momentos em que Palma se entregava às canções mais despojadas de instrumentos.

O arranque, com "Rosa branca", por exemplo, afigurou-se demasiado rockeiro para uma sala em que toda a gente via o concerto sentada.

A sua banda - os Demitidos - é composta por bons músicos, sim, mas os arranjos nem sempre pareceram os mais adequados para aquele contexto. Salvou-se, todavia, a guitarra slide de Marco Nunes.

De resto, o espectáculo só ganhava encanto nos momentos em que Palma se sentava ao piano ou colocava a guitarra ao peito apenas acompanhado pelo seu filho, Vicente Palma, como em "Abrir o sinal" ou "Bairro do amor", por exemplo. Ainda assim, canções como "Encosta-te a mim", o último single, ou "Frágil", ambas com a banda, foram dos momentos mais aplaudidos da noite.

Jorge Palma abandonou o palco 90 minutos depois de lá ter entrado. Na assistência, não faltou quem achasse que soube a pouco. Ontem à noite, o cantor terá dado um segundo concerto na sala lisboeta.

Hoje, é a vez da Invicta. A partir das 22 horas, Jorge Palma apresenta-se no Coliseu do Porto. Todavia, já não há ingressos disponíveis, uma vez que a elevada procura fez com que a lotação esgotasse há já alguns dias. Resta tentar a sorte no mercado negro.

Entretanto, o cantor continua a ver "Voo nocturno" em primeiro lugar do top nacional dos discos mais vendidos, prosseguindo à frente de "Concerto em Lisboa", da fadista Mariza, e de "Lado a lado", de Mafalda Veiga e João Pedro Pais.


Cristiano Pereira, in Jornal de Notícias










Coliseu encheu para celebrar o " fenómeno" Jorge Palma





Concerto repete-se hoje em Lisboa e amanhã no Porto, sempre no Coliseu.


Foi ao som de Rosa Branca que Jorge Palma entrou em cena para uma noite que, à partida, parecia ganha tal o entusiasmo logo manifestado nos instantes que antecederam a subida ao palco. Palmas ao compasso, e muita electricidade, com a banda a mostrar, desde logo, que faz parte do corpo das novas canções do músico. A Voo Nocturno voltou para o segundo tema. À terceira música, Jorge Palma sentou-se ao piano e, aí, nasceu o primeiro grande momento desta noite de celebração. A plateia reconheceu as notas de Só e reagiu ainda mais calorosamente. Aplausos são muitos. E alguns cantam com Palma, mostrando saber as letras de cor. Já o esperávamos, mas era chegada a hora da constatação: o triunfo, mesmo com uma voz longe do seu melhor, confirmava-se.

Jorge Palma é um nome que há muito faz parte do imaginário social mas nunca como hoje a sua popularidade foi tão grande. Um Coliseu dos Recreios esgotado há uma semana recebeu em delírio um contador de histórias que tanto retrata Jeremias, O Fora da Lei como se imagina Na Terra dos Sonhos.

Em fase de recordar memórias da juventude, Palma faz-se rodear de uma banda (Os Demitidos) impecável na maneira como transporta as histórias para um som muito próximo dos anos 70, facção Neil Young. Mas Palma é também ele um roqueiro e põe toda a gente a cantar um Dá--Me Lume carregado de electricidade, mesmo que grande parte do público prefira ouvi-lo ao piano.

A noite pôde até servir para apresentar o disco mais bem sucedido da sua carreira (Voo Nocturno), curiosamente um dos menos "abençoados" pelos fãs de longa data. Mas está todo um percurso de 35 anos em causa, singular, diferente de alguns outros cantautores de referência como Sérgio Godinho ou José Mário Branco.

Bem-disposto como sempre, dirigindo-se ao público de forma amiúde e sempre com simpatia, a passagem pelo Coliseu dos Recreios serviu também para comemorar um feito inédito: o de ter chegado ao primeiro lugar do top nacional de álbuns, resultado de anos a fio na estrada e a gravar de forma mais ou menos regular. Ouviram-se todos os clássicos que foi capaz de assinar, cantados em coro até ao último camarote da mais bela sala lisboeta.

Ao contrário do que é habitual num espaço como o do Coliseu dos Recreios em noite de grande festa, a plateia mostrava filas de cadeiras bem arrumadas. Completamente preenchidas. A sala, de resto, compôs-se bem antes do início do concerto, o que não evitou que houvesse os habituais retardatários.

Foram muitas as figuras conhecidas que não deixaram de comparecer numa grande festa. Alguns amigos e companheiros de trabalho, muitos admiradores e os fãs que o acompanham por tudo quanto é sítio. A festa repete hoje, mas com câmaras atentas para futura edição em DVD.


Reportagem de Davide Pinheiro, in Diário de Notícias

terça-feira, novembro 20, 2007

Jorge Palma ao Diário de Notícias


As memórias de Jorge Palma em forma de histórias e canções

Do jazz ao 'punk', o músico lembra referências , na televisão rodava The Biggest Bang, o mais recente DVD dos Rolling Stones, gravado ao vivo. Ao fundo da sala, dois pianos, uma guitarra e folhas soltas, entre poemas, músicas e contas por pagar. Forrando as paredes, livros, filmes e - sobretudo - música. Vinil religiosamente guardado e CD distribuídos entre estantes e gavetas. Antes da visita aos coliseus (Lisboa e Porto, entre hoje e quinta--feira), visitámos a morada de Jorge Palma. O trovador abriu as portas da sua discoteca, contou histórias feitas de canções e revelou segredos entre discos.
A colecção começou a ganhar forma aos oito anos. "A minha mãe comprava-me discos de Charles Aznavour, Elvis Presley, Neil Sedaka... Ainda os guardo, não sei bem onde." Nos anos de conservatório e de colégio interno, a clássica e o jazz tinham prioridade. Na altura, "era preciso aprender, conhecer as obras maiores". Mas os Rolling Stones e os Beatles acabariam por transformar horizontes. Início dos anos 60, Jorge Palma "muda-se" para o Liceu Camões e falta às aulas para ir à "tasca do careca, que tinha uma jukebox". O rock'n'roll deixa outras músicas para trás - "tudo o resto me parecia cinzento" - e concentra atenções. Hoje, Wagner e Beethoven "são heróis intemporais", com uma gaveta que lhes é inteiramente dedicada.
Em Portugal, os Sheiks eram "referência e amigos" com quem se trocavam discos. Led Zeppelin e Black Sabbath vinham de Londres ("era difícil encontrar certos discos em Lisboa", recorda Palma) e motivavam composições pessoais, mais tarde definitivamente marcadas pela banda sonora certa para literatura inspiradora. Com os escritos de Jack Kerouack e Frank O'Hara debaixo do braço, Jorge Palma encontrou Berlin, de Lou Reed, e a "felicidade negra" dos seus acordes.
Percebeu o "fascínio de David Bowie" e acelerou em direcção ao punk. Entre a desorganização descobre 12, de Patti Smith, e lembra David Byrne, com quem partilhou, em tempos, a mesa de um jantar. "Falei--lhe dos U2, a dado momento. Acho que ele não gostou muito da referência", lembra entre gargalhadas.
"Entre Paris e Amesterdão descobri a paixão de contar histórias", recorda um Jorge Palma ainda hoje rendido aos encantos de Bob Dylan, James Taylor, Neil Young, Van Morrison ou Leonard Cohen, "os mestres com quem aprendi a criar personagens e a revelar segredos". Lado a lado, surgem as referências portuguesas. José Mário Branco e Sérgio Godinho merecem momento de silêncio. "Se não fossem eles...", suspira um Palma que também rasga elogios ao percurso de Rui Veloso, Xutos & Pontapés e Clã. E que encontra em João Pedro Pais e Mafalda Veiga "promessas para o futuro".
Entre tantas e tão distintas referências, Jorge Palma é ainda capaz de, sem grande esforço, eleger um disco e uma canção que gostava de ter assinado. Com o disco de Chet Baker na mão, lança o primeiro verso de uma pequena homenagem: "My funny valentine..."
Artigo de Tiago Pereira, in Diário de Notícias

sexta-feira, novembro 02, 2007

Jorge Palma ao Correio da Manhã

Correio da Manhã – Como encaras o disco de platina, por vendas superiores a 20 mil exemplares?
Jorge Palma- Nos dias que correm, é muito bom.
– És suficientemente ouvido na rádio?
– Neste momento, acho que a rádio está a melhorar muito quanto a passar música portuguesa. Estou a falar das rádios que, há uns tempos, só passavam praticamente música anglófona. Nem se ouvia espanhola, italiana, francesa, coisa nenhuma, senão anglófona. E, neste momento, para já, tiro o chapéu, porque estão a apoiar-me a mim, à Mafalda Veiga, ao João Pedro Pais, aos Clã e a muitos outros... Sei que a TSF está a passar muito mais música portuguesa. A Antena 3 e a Antena 1 sempre passaram. A Renascença e a RFM também.
– Tens boas reacções do público?
– Quando ando de táxi, dizem-me: ‘E pá, estou farto de o ouvir... E é muito bom!”
– E isso acontece agora?
– Sim. E acho que não foi por causa das cenas das percentagens que a rádio portuguesa vai por aí. Não pode ir nunca por imposição. Estou a lembrar-me do Mick Jagger, quando foi tocar à China... Era proibido dizer ‘bitch’ e foi a primeira palavra que o gajo disse.
– Dá-te gozo desobedecer?
– Gosto de desobedecer desde sempre, sobretudo a partir dos dez, 13 anos, em que já estava mais ou menos formado. Saí da redoma da minha mãe e fui para o Liceu Camões. E comecei a conhecer gajos em todo o lado.

domingo, outubro 28, 2007

Jorge Palma & Fernanda Abreu

A gala da Fundação Luso- Brasileira que se realizou no passado dia 2 no Casino do Estoril, que contou com vários duetos entre artistas nacionais e brasileiros, entre os quais Jorge Palma com Fernanda Abreu vai ser hoje transmitida pela RTP1 pelas 23.35.