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sábado, novembro 15, 2008

Último Metro - Reportagem

Da janela do comboio, com a mala da máquina fotográfica a abarrotar de panfletos, já na minha cabeça surgia uma imagem daquilo que poderia ser a dimensão do espectáculo da noite de ontem.
Chegado a Entrecampos, avistava-se ao longe, o laranja reluzente, dos tijolinhos que cobrem as paredes do Campo Pequeno.
À entrada, embora fosse cedo, já estava um aglomerado de gente, que ia entrando lentamente enquanto apagava o ultimo cigarro.
Entrámos também. E depois de ter as mãos cheias de publicidade, era chegada altura de procurar um bom lugar para assistir, a este final de época de sucesso.

-Campo pequeno, o balanço de um ano, de uma carreira, um pouco de tudo, um crescendo musical.
Mais uma vez, uma história.
Na sala podia sentir-se, a pairar no ar, o perfume Palmaníaco. O espaço foi-se deixando encher à medida que o tempo passava. Muito embora não se tenha preenchido por completo, pode dizer-se, no entanto, que estava bem composto.
O palco, como prometido, circular. Ao centro do círculo uma parte mais elevada, giratória, contendo o piano como não poderia deixar de ser. Á roda num patamar mais baixo, o espaço para todos os outros instrumentos.


À medida que o tempo ia passando, o público, entusiasta, chamava por Palma, ao som de palmas e assobios.
E eis que os mais de três ecrãs gigantes, junto ao tecto, se acendem ao Som de "Casa do Capitão" com a cara do tão ansiado Jorge Palma. Mostrando o artista a ser saudado pela sua equipa antes do espectáculo. De face serena e feliz, Jorge ia abraçando cada amigo, fitando o palco no horizonte.
Primeiro entraram os seus companheiros de estrada, os Demitidos, que arrancam ao ritmo frenético de “Dormia tão sossegada” introduzindo desta forma o homem da noite que entrou em cena de seguida. Cheio de garra, com vontade de tocar e de encantar, assertivo…

Num alinhamento um tanto ao quanto (felizmente) diferente daquilo a que ultimamente nos temos habituado, fizeram-se seguir temas como: “Rosa Branca”,” Voo Nocturno”, “Tempo dos Assassinos”,”Só” (um momento muito aplaudido) que precedia outro aplaudido ainda de forma mais entusiasta:” Balada de Um estranho” acompanhada ao saxofone como na sua versão de estúdio, algo que soube muito bem ouvir após tanto tempo ausente dos alinhamentos.

Mas, em termos de novidades não ficámos por aqui, as "Ala da Sombra, e do Sol" denominadas assim por alguém dividiam-se em gritos de incentivo: “Palma!! Jorge!! És o maior!!.. e, em pedidos de diversos temas da obra do cantautor.

Palma seguiu o alinhamento à risca, o elaborado espectáculo não permitia grandes fugas. Mas ninguém pôde dizer-se descontente.
Após “Balada de um Estranho”, entra Tim, convidado de Palma, merecedor do carinho de todos, dividindo a meias com este, o seu ”Fado do Encontro”, num momento muito ovacionado pela plateia.


Seguiram-se: “Minha Senhora da Solidão” e “Escuridão”.


Depois chegou o tempo de Palma dar um pouco de descanso à sua faceta rock, e de nos presentear com o que tem de melhor, a solo, ao piano.
A sala em tons de azul, o publico em silêncio, um foco sobre o homem, só, em palco, pronto para desafiar as teclas do piano para mais um jogo.
Algures pude ouvir um conselho: “Imagina que o vais ouvir, sentada num bar, com um piano”

“Quem és tu de novo?”, ” Dizem que não sabiam quem era”, e eis que surge um grande momento, algo assombroso (senti assim) o Fim, monumental, palavras para quê. O tema em si puxou pelo grito profundo de todos os que sentem Palma. A interpretação excepcional, as palmas de satisfação pelo arrepio, pelo sonho, pela morte das saudades deste tema que se sente cá dentro.

Seguiu-se” Estrela do Mar”, também muito ovacionada.
Logo após, eis que entra Vicente Palma, aplaudido fortemente, querido de todos, “Com os mesmos genes que não degeneraram nem um pouco” – alguém comentou – um talento, inconfundível.
Com o seu nome a ser entoado por varias gentes, abraçou o pai, e com ele trouxe até ao palco, o fora da Lei “Jeremias”.

Na especial noite de ontem, Jorge Palma poude contar com convidados, também eles especiais como: Filipe Valentim, teclista dos Rádio Macau; Gabriel Gomes (acordeão) e Edgar Caramelo (saxofones).


Seguiram-se “Abrir o sinal”, ”Gaivota dos Alteirinhos” ,“Bairro do Amor” e “Canção de Lisboa”. Depois chamou-se um outro convidado, grande amigo de Jorge, aquele, "em que no seu carro não se fuma", assim o apresentou Palma, de seu nome João Gil, que partilhou o palco com este num outro grande momento da noite – “Senta-te aí” - tema recuperado dos Rio Grande, com letra de João Monge.
Despediram-se de beijo, debaixo de aplausos, enquanto os Demitidos se reposicionavam no palco para arrancar com o famoso "Encosta-te a Mim".
Cantado a plenos pulmões, pela plateia em geral.

Seguiram-se: “Vermelho Redundante” de Carlos Tê, e “Quarteto de Cordas”.
E depois, os palmaníacos, já satisfeitos com o teor do alinhamento, ainda ouviram, quase sem pausas os seguintes temas : "Dá-me Lume,"Deixa-me rir," "Frágil" e "Disse Fêmea", mais uma vez, palavras para quê? Seguiram-se “Olá” e “Portugal Portugal”, este ultimo, um tema muito pedido, e muito apreciado por diversas pessoas que gritaram de contentamento no início deste.

Depois, Palma saíu, e, alguns elementos de “backstage” subiram mesmo ao palco dando a ideia de que o concerto poderia acabar ali, o que fez com que algumas pessoas abandonassem a sala, já felizes, cantarolando mentalmente o “Enconsta-te a Mim”, muito provavelmente.

Contudo, o público não desistiu de chamar pelo Jorge, que para espanto de alguns, de outros nem tanto, Voltou! Trouxe com ele mais seis momentos de plena força: ”Cara d’Anjo Mau”,” Finalmente a Sós”e “A Gente vai continuar”, chegando assim ao fim do primeiro encore, que não precisou de esperar pelo início do segundo, e, logo de seguida, para terminar em beleza apelando ao calor do rock como forma de encerramento do espectáculo que durou mais de 2 horas e 30 minutos, vieram, “Picado pelas Abelhas” e “Like a Rolling Stone” tema de Bob Dylan.

Jorge Palma, alcançou assim, o objectivo pretendido para a memorável noite do Campo Pequeno, e conseguiu trazer até aos seus fãs o sabor especial, que não tinha conseguido fazer chegar de outra feita, nos Coliseus.
Um desenrolar perfeito de temas escolhidos acertadamente, que poderiam ser muitos, muitos mais, como o próprio disse: “ Teria de estar a tocar durante dez horas seguidas”. Provavelmente iam ser as melhores horas da vida de muita gente. E, no fim, aquilo que sobrasse da plateia, quem ainda restasse sentado, estaria certamente em redor do piano a ouvi-lo, pronto para dizer: - Obrigado Jorge, por tudo, prontos para seguir cantando a sua obra, deliciados com cada pormenor. Prontos para o abraçar numa outra aventura qualquer,

Enquanto houver estrada para andar…

Até já, não, até Sempre!

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O Blogue Palmaníaco aproveitou a ocasião para distribuir panfletos com o objectivo de promover a sua visualização. Agradecemos a forma como todos receberam bem a iniciativa e os comentários de pessoas que elogiaram o blogue, dizendo já o conhecer.
De destacar a heterogeneidade do publico, que vai desde pequenos até graúdos. E para surpresa alguns dos pequenos (na casa dos 10 anos) conhecem bem alguns dos temas mais antigos e calhou em conversa saber que um dos temas preferidos de um dos jovens é mesmo o “Deixa-me Rir”, inesperado não.
Nota negativa para o som, que estava com muito ruído e pouco nítido - alvo de muitas queixas.
Até o próprio Jorge teve direito a panfleto, e recebendo-nos, como sempre muito bem após o concerto,aproveitou para agradecer ao Blogue todo o esforço e dedicação, destacando que estamos sempre em cima do acontecimento.

Obrigado Nós.

Abraço especial a Vicente Palma - obrigado por tudo - !

Obs:Amanhã será inserido neste mesmo post um link para 99 fotos exclusivas em full screen.
Obrigado Rita e Gustavo pelo resto da distribuição, bem mais proveitosa que a nossa, aparentemente.


o nosso "cartão de visita"


Jorge Palma, esta noite





Fotos de Alexandre Gandum

Último Metro por João Monge

ÚLTIMO METRO

Jardim Zoológico

Jazem verticais, dependurados. Os outros serpenteiam nos assentos com a cabeça almofadada na vidraça.

- Como se chama, menina?

- Aurora. E o senhor?

- Eu não sou um senhor, sou uma canção.

Praça de Espanha

Aos corpos somam-se corpos. E todos os corpos denunciam os ecos de tantas vidas. Cheiram a corpos os corpos que anoitecem; cheiram a perfume os que madrugam.

- O que faz uma canção a estas horas no Metro?

- Não faz nada. Vive!

S. Sebastião

Não é noite, não é dia; não cheira a manjericos nem a sangue; os relógios rolam pastosos no estranho limbo entre o tempo do que está feito e o tempo que está por fazer.

- A menina vai trabalhar ou acabou de sair?

- Não sei. Vivo entre dois mundos…

- Como a Canção de Lisboa…

Parque

- Acha possível encontrar o Jorge Palma por aqui, no último Metro?

- Não. Perde-o sempre! Costuma apanhar o primeiro do dia seguinte ou então vai a pé.

Marquês de Pombal

Sacodem-se da chuva inesperada os que acabaram de entrar. Frenéticos, picados pelas abelhas, envolvem numa estranha excitação os que dormiam de olhos abertos. Trocam-se olhares, cheiros e humidades. É o centro mais humano da cidade.

- Eu gostava de ser uma canção…

- Para quê?

- Para respirar na vida dos outros. Às vezes sinto-me frágil na minha.

Avenida

Uma mulher loura, de saia muito curta, com uns sapatos 44 de salto agulha ao tiracolo, fura pelos encafuados e dispara:

- Importam-se de se afastar para os lados?! Quero sentar-me aí no meio! Apetece-me ir para casa entre um sonho e uma canção.

Restauradores

- A menina, em que estação sai?

- Não sei…

- Eu saio na próxima, saio sempre no coração…

- Como o Palma?

- Sim. Velhos hábitos…

- Posso sair consigo?

- Claro, meu amor! Encosta-te a mim…

João Monge

quinta-feira, novembro 13, 2008

Sobre o Campo Pequeno

Jorge Palma em entrevista à UAUTV - A não perder!

Já só faltam dois dias! Vamos ver o Jorge, palmaníacos! Quem ainda não tem o seu passaporte mágico (bilhete) que lhe permitirá trespassar as muralhas do Campo Pequeno, pode adquiri-lo comodamente em:

www.ticketline.pt - clicar em concertos e procurar Ultimo Metro , é muito fácil.

Ou, fazer a reserva do mesmo através do 707 234 234

Restando os locais de venda habitual:
FNACS, CAMPO PEQUENO etc...

segunda-feira, novembro 10, 2008

Jorge Palma no Metro - Correio da Manhã

Digressão do álbum ‘Voo Nocturno’ termina no Campo Pequeno

Concerto de Palma inspirado no Metro

Jorge Palma encerra na próxima sexta-feira, às 22h00, no Campo Pequeno, a digressão de ‘Voo Nocturno’, álbum que este ano lhe valeu o seu primeiro lugar do top nacional de vendas. Baptizado de ‘O Último Metro’, o espectáculo será "especial", revelou o músico ao CM no decurso de uma viagem de Metropolitano de Lisboa durante a qual surpreendeu o público, tocou canções a pedido dos fãs, deu autógrafos e recordou histórias dos "idos de 70" no Metro de Paris.


Alguns passageiros do Metro de Lisboa pediram
ao músico para interpretar as suas canções favoritas



Sobre o concerto do Campo Pequeno, garante que "vai ser diferente, a todos os níveis, daquilo que temos feito este ano na estrada". E explicou: "Começa logo pelo alinhamento, que inclui canções que poucas vezes tocamos e, claro, algumas incontornáveis". Mas há mais. "O palco é também especial, circular, por isso vou estar em rotação", disse, entre risos.

Além de ‘Os Demitidos’, banda "bem rodada" que o acompanhará em palco, Jorge Palma conta com convidados "especiais". "O Filipe Valentim (teclista dos Rádio Macau) vai estar lá, o Edgar Caramelo toca saxofone num tema, o Gabriel Gomes (Sétima Legião) tocará acordeão e o Tim e o João Gil também vão cantar comigo", adiantou. "Tudo aponta para que seja um belo espectáculo", acrescentou.

Os bilhetes para o concerto de sexta-feira custam entre 20 e 35 euros. Depois do Campo Pequeno, Palma ‘fecha a loja’ este ano. "Vou aproveitar o tempo para escrever, com calma, para voltar a gravar em 2009. Até ao fim do Verão quero ter um naipe de músicas novas", diz.

"FOI UMA FASE DE OURO NA VIDA"

Jorge Palma, que nos anos 70 fez do Metro de Paris palco, confessa que a experiência foi enriquecedora. "Perde-se a timidez toda", diz, recordando episódios marcantes. "Muitas vezes as pessoas gostavam do que estavam a ouvir e seguiam até ao fim da linha… até onde eu parasse de tocar. Depois saíamos e íamos beber uns copos. Conheci muita gente de todo o Mundo assim", recorda. "Havia um café no Quartier Latin onde a gente se encontrava, trocávamos as moedas por notas e gastávamos quase tudo em imperiais. Foi uma fase de ouro na minha vida", diz. "Quando ouvia comentários de emigrantes, começava a cantar em português e eles, de repente, ficavam calados e de boca aberta. E eu então perguntava: ‘Qu’est-ce qui se passe?"



in Correio da Manhã online

terça-feira, novembro 04, 2008

Jorge Palma na RFM - Obrigado RFM

Jorge Palma actuou esta tarde juntamente com Vicente Palma no auditório RFM. O Blogue Palmaníaco,graças à RFM esteve lá e testemunhou um excelente momento musical de Jorge Palma.
O concerto foi curto, uma vez que a finalidade deste é a sua transmissão na rádio, e por isso não se estendeu para além dos 30 minutos. Gaivota dos Alteirinhos, Encosta-te a mim, Bairro do Amor, Abrir o Sinal entre outros temas fizeram as maravilhas de todos os que se encontravam presentes no auditório RFM.
Jorge Palma, ao longo da entrevista que foi dando durante o concerto, achou oportuno dizer que prepara um espectáculo em grande para o Campo Pequeno, com um palco giratório, convidados especiais e algumas surpresas. Aproveitou para esclarecer que ao contrario do que muita gente pensa, na noite de 14 de Novembro não tocará no metro! Tocará sim no grande palco que é a arena do Campo Pequeno, com bilhetes que têm de ser comprados, obviamente.
De destacar a exponencial evolução de Vicente Palma a nível de acompanhamentos ao piano em diversos temas.
Quem não teve a sorte de estar presente pode na próxima sexta feira dia 7, ouvir o concerto através da RFM.


Agradecimento especial a Mário Losna, por toda a amabilidade e simpatia.

Fotos 5,6,7 de: António Sebastião

quarta-feira, outubro 29, 2008

Último Metro por Carlos Tê

A guitarra a tiracolo


O Jorge é do tempo da guitarra a tiracolo e do estojo franqueado na estação do metro. A música pop anglo-saxónica estava em vias de influenciar o planeta e acelerar rumo à sua própria irrelevância. Depois de trucidadas pelo vídeo, as canções volatilizaram-se nos vários suportes que a indústria, na última década, não se cansou de inventar. Hoje servem para sincronizar em telenovelas e publicidade ou para toques de telemóvel. O Jorge, porém, manteve-se imperturbável e continuou a fazê-las na sua língua mãe. Ainda hoje pode abrir o estojo e tocá-las numa plataforma do metro com a mesma verdade com que as toca no palco do CCB. Nele, as canções conservam a substância sonhadora e os fãs cantam-nas como aconchegantes salmos da vida urbana. Não sabem explicar porquê, mas sentem que o Jorge Palma é um espírito errante, um dos últimos apóstolos dum evangelho pop apócrifo que já teve um perfume redentor e que agora é apenas mais um respeitável produto de mercado. No fundo, o Jorge continua a trazer a guitarra a tiracolo, e os inveterados crentes da música popular urbana sempre amaram mais os que caminham com a guitarra a tiracolo entre as luzes da ribalta.


Carlos



Último Metro - 14 de Novembro

quinta-feira, setembro 25, 2008

Jorge Palma no Campo Pequeno




A culminar um ano extraordinariamente preenchido de concertos, após o sucesso do álbum Voo Nocturno, Jorge Palma leva ao Campo Pequeno, no próximo dia 14 de Novembro um concerto especial intitulado de "Último Metro". A acompanhar o cantautor estarão como habitualmente presentes Os Demitidos.

Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais com preços desde 20 a 35 euros.